Açoriano Oriental
Açores/Eleições: Conselho de Ilha do Faial repete reivindicações na próxima legislatura

O Conselho de Ilha do Faial vai manter, na próxima legislatura, o caderno reivindicativo que apresentou ao Governo dos Açores na última visita estatutária à ilha, no final de junho, havendo ainda "temas pendentes".

Açores/Eleições: Conselho de Ilha do Faial repete reivindicações na próxima legislatura

Autor: AO Online/ Lusa

"Continuamos sem resposta para algumas obras fundamentais para a ilha como a ampliação da pista do Aeroporto da Horta, a segunda fase da variante, a reabilitação do porto comercial ou a recuperação das termas do Varadouro", disse à agência Lusa o presidente do Conselho de Ilha do Faial, Guilherme Pinto, no âmbito das eleições legislativas regionais, agendadas para 25 de outubro.

Segundo explicou, o Conselho de Ilha só deixou cair a reivindicação do reforço das ligações aéreas entre Lisboa e a Horta, que tem sido também uma exigência frequente das forças vivas locais, apenas porque a pandemia da covid-19 alterou por completo o mercado da aviação comercial em todo o mundo.

"Apenas em relação à repavimentação das estradas regionais é que se tem visto alguma evolução recentemente", adiantou Guilherme Pinto, referindo-se à obra de repavimentação da denominada "estrada do mato" entre o Largo Jaime de Melo, na freguesia dos Flamengos, e o alto da Ribeira do Cabo, na freguesia do Capelo", e ainda o arranque do novo quartel de bombeiros do Faial.

O presidente do Conselho de Ilha do Faial lembra, ainda assim, que algumas destas obras são reivindicadas "há mais de 12 anos", e que, surgem, por isso, com algum tempo de atraso em relação à data em que deviam ter sido concretizadas.

Apesar de ser da mesma cor política que o atual Governo, o socialista tem sido uma voz crítica em relação ao desempenho do executivo socialista na ilha, lamentando também a falta de resposta governamental aos ofícios enviados pelo Conselho de Ilha.

O Conselho de Ilha é um órgão consultivo do Governo dos Açores composto pelos presidentes das câmaras e assembleias municipais da ilha, por quatro membros eleitos por cada assembleia municipal, por três presidentes de junta de freguesia e um representante do Governo Regional (sem direito a voto).

No Conselho, têm ainda assento dois representantes do setor empresarial, dos movimentos sindicais e das associações agrícolas.

Têm direito a um representante as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as associações ambientais não governamentais e as associações de defesa da igualdade de género nas ilhas em que estas tenham sede.

Os deputados eleitos pelo círculo eleitoral da ilha podem participar nas reuniões, mas sem direito a voto, tal como os deputados eleitos pelo círculo de compensação, que podem participar nos conselhos da ilha da sua residência oficial.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Nas eleições regionais açorianas existem nove círculos eleitorais, um por cada ilha, mais um círculo regional de compensação que reúne os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.



 
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