PSD/A cauteloso quanto à liderança nacional

PSD/A cauteloso quanto à liderança nacional

 

Paulo Faustino   Regional   4 de Nov de 2009, 21:15

Pedro Passos Coelho, o candidato já assumido, ou o possível Marcelo Rebelo de Sousa? (com ficheiro áudio)

 O PSD/A ainda não fez a sua opção relativamente à liderança nacional do partido. Prefere esperar para ver se mais algum candidato com credibilidade avança. Até lá, pretende gerir o silêncio com cautela, avaliando primeiro e pronunciando-se depois sobre as pessoas que entrarem na corrida.

É o que se propõe fazer a presidente dos sociais democratas açorianos. Berta Cabral está ausente da Região em gozo de férias, mas uma fonte do seu gabinete garante que a líder só fará a escolha quando estiver perante uma situação de candidatos mais definida e "fundamentada".

De qualquer modo, segundo apurou o AO, o mais provável é que o PSD/A dê liberdade de voto aos militantes, até porque irão escolher o sucessor de Ferreira Leite através de eleições directas. Um processo que será aberto após a aprovação do Orçamento de Estado na Assembleia da República e que, na opinião de Mota Amaral, ex-presidente do Governo Regional e do parlamento nacional, recomenda por estes dias um "silêncio prudente".

Entre Passos Coelho e Rebelo de Sousa, o histórico do PSD/A, Vasco Garcia, admite votar em qualquer um: " Os dois são credíveis e merecem o meu respeito e, eventualmente, o meu apoio". O antigo eurodeputado frisa que, mais do que as pessoas ou a "fulanização" da política, interessa é que as estruturas regionais e nacional do PSD saibam quais os projectos e linhas orientadoras para o país e, de forma especial, para a juventude.

Passos Coelho é, neste momento, o único candidato assumido à liderança nacional do PSD. Rebelo de Sousa pode repensar a sua posição e responder positivamente à onda de apoio que tem recebido. Se tal vier a acontecer, Vasco Garcia garante que só colocará a cruz no projecto que considerar mais "credível" e na equipa que achar mais competente.

O também ex-eurodeputado, Duarte Freitas, alinha pelo mesmo diapasão. Em seu entender, antes das pessoas estão os programas e as ideias, e é essa reflexão que falta fazer. "Falta ao PSD reflectir mais sobre as questões programáticas, nas grandes opções e nas grandes escolhas, do que discutir personalidades", sublinhou ao AO.

Duarte Freitas, deputado e coordenador do Gabinete de Estudos do PSD/A, defende que o partido na Região deve "aguardar com calma e recato" os candidatos que eventualmente surjam para liderar o PSD nacional. E depois deve decidir, tendo em conta as "ideias" e o perfil desejado pela estrutura regional.

Um outro dirigente social democrata contactado pelo AO admite a possibilidade de apoiar Pedro Passos Coelho, tal como fez no passado, quando os seus adversários eram Manuela Ferreira Leite e Santana Lopes. "Não havendo outro candidato, poderei continuar a apoiar o Passos Coelho". A melhor solução será esperar para ver.

||

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.