NATO

Ministros da Defesa prepararam-se para avaliar operação na Líbia


 

Lusa/AO Online   Internacional   4 de Out de 2011, 08:20

Os ministros da Defesa da NATO reúnem-se na quinta e sexta-feira para avaliar as primeiras lições da guerra na Líbia, uma operação considerada como um sucesso mas que evidenciou algumas lacunas na Europa, em termos de meios militares.

"A nossa operação para proteger os civis na Líbia foi um grande sucesso (…) Mantivemos o nosso compromisso com as Nações Unidas e com o povo líbio", declarou na segunda-feira Anders Fogh Rasmussen, secretário-geral da Aliança Atlântica, citado pela AFP.

A NATO não deverá no entanto anunciar o fim oficial da operação iniciada a 31 de março, indicou um diplomata da aliança.

Várias semanas depois da queda de Tripoli, as forças do Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio ainda enfrentam a resistência dos derradeiros apoiantes de Kadhafi nos seus bastiões de Sirtre e Bani Walid.

Consequentemente, os aviões da NATO continuam a ter como alvos os equipamentos militares e depósitos de munições das forças de Khadafi, tarefa que é dificultada pelos leais do antigo líder líbio nos locais urbanos e densamente povoados.

Mesmo que relativamente curto, o conflito líbio é “rico em ensinamentos estratégicos”, sublinhou um diplomata. Em particular porque os Estados Unidos deixaram a condução das operações aos ingleses e franceses, a primeira vez numa guerra de coligação em mais de meio século.

A Líbia “mostrou que os aliados europeus podem assegurar com sucesso uma operação apoiada pelos Estados Unidos. É um feito positivo para os europeus, para a NATO e, penso que também, para os Estados Unidos", congratulou-se o embaixador da França junto da Nato, Philippe Errera.

O mesmo responsável considerou que o conflito foi “um teste interessante”, que “prefigura, talvez, a NATO do futuro”, uma organização “mais flexível mas pragmática”, em que as operações juntam alguns países membros voluntários enquanto outros se abstêm, estimou Jan Techau, do Instituto Carnegie Europe, em Bruxelas.

A Alemanha e a Polónia foram os principais ausentes do conflito líbio "sem que isso provocasse um drama no seio da aliança”, disse um diplomata.

Mas para que a NATO continue a “ser credível”, é preciso que a organização conserve os meios adequados, reiterou Rasmussen.

"Sem capacidades não há operações", advertiu, citando as principais lacunas identificadas tanto na Líbia como no Afeganistão: os drones (aviões não tripulados), as informações e o reabastecimento.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta estará presente na reunião.

Além da Líbia, os ministros da defesa vão discutir outras operações da NATO em curso, nomeadamente no Afeganistão e Kosovo, e a luta contra a pirataria no Oceano Índico, também afetada pela falta de recursos.


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