Mexilhões artificiais avaliam poluição do mar

Mexilhões artificiais avaliam poluição do mar

 

Lusa / AO online   Nacional   26 de Nov de 2007, 15:00

Mais de 250 mexilhões artificiais vão ser introduzidos no Rio Arade, Portimão, ao abrigo de um projecto das universidades do Algarve e Hong Kong que visa averiguar o nível de poluição com metais pesados no mar.
Os mexilhões artificiais vão ser lançados ao mar em pequenas gaiolas de rede na terça-feira, onde deverão permanecer por três meses, até serem recolhidos e enviados para a China, onde o seu conteúdo será analisado.

Por ser um bivalve considerado um bom instrumento para avaliar os níveis de poluição marinha, a Universidade de Hong Kong desenvolveu um protótipo de mexilhões artificiais capaz de monitorizar a concentração de metais tóxicos.

Além do Algarve, também estão a ser colocados protótipos idênticos - que são na realidade pequenos tubos de acrílico -, na costa dos Estados Unidos, Austrália e noutros locais da Europa, para averiguar o nível mundial de contaminação metálica no mar.

Os mexilhões artificiais têm pouco mais de dois centímetros de diâmetro e cerca de seis de comprimento, possuindo no seu interior uma resina gelatinosa - uma espécie de "estômago" -, que retém os metais tóxicos.

As vantagens na utilização de bivalves que imitem os naturais passam por evitar recorrer a espécies vivas e por uma maior rapidez na obtenção de resultados, disse à Lusa a coordenadora do grupo do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) responsável pelo projecto.

De acordo com Maria João Bebianno, os protótipos serão colocados no estuário do Rio Arade, em Portimão, por ser um dos locais identificados como tendo os níveis de poluição mais elevados na costa Sul, a par de Olhão.

Além dos artificiais, serão recolhidos no local mexilhões naturais em igual número e colocados também dentro de gaiolas, para comparar o comportamento de ambos, precisou a líder da equipa algarvia.

A introdução dos bivalves no mar acontece terça-feira no estuário do Arade, Portimão, e será acompanhada por investigadores da Universidade de Hong Kong.

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