Assembleia Legislativa Regional

Governo desmente contas sociais democratas e PSD diz que César "confessou"

O presidente do Governo fez esta quinta-feira ao final do dia a defesa do Orçamento regional que seria votado na globalidade já na madrugada desta sexta-feira no Parlamento açoriano, após as votações na especialidade, onde o PS tem maioria e a oposição optou por registos distintos



Antes disso e na generalidade, o Orçamento para 2011 (que incluí o Plano de Investimentos) foi votado favoravelmente com os votos do PS e do CDS-PP e os votos contra do PSD, BE e PPM e abstenção do PCP.

O debate na generalidade das propostas de Plano e Orçamento da Região para 2011 apresentadas pelo Executivo açoriano terminou ao final do dia na Assembleia açoriana com as intervenções finais dos líderes das representações e grupos parlamentares e, por fim, do presidente do Governo Regional.

Carlos César destacou algumas das opções que vão nortear a estratégia governativa dos Açores no próximo ano e que será marcada, segundo disse, por duas “agendas”: uma, dar respostas às dificuldades actuais e outra, de manutenção da estratégia de desenvolvimento da Região.

E quanto ao futuro, o chefe do Executivo regional - num discurso fortemente marcado pelas duras críticas aos sociais democratas-, acusou o PSD de “intencionalmente” ter feito mal as contas ao que a Região tem que pagar nos próximo anos. “É falso que esses encargos futuros sejam de perto de 3 mil milhões de euros, como aliás é bom que se saiba que projectos como os das SCUT serão pagos ao longo de 30 anos e não «no ano que vem»”, afirmou ontem Carlos  César.


Isto porque, acrescentou, “somaram várias vezes na dívida os mesmos empréstimos; consideraram dívida da Região dívidas de sócios privados em empresas como a EDA ou a Transmaçor; incluíram indevidamente subsídios e apoios às empresas que não geram quaisquer despesas no futuro; mencionaram uma dívida directa e indirecta e um passivo do sector público empresarial incorrectamente superiores”.

 

César disse ainda que se “se anunciarmos um montante «deduzindo o valor do passivo da EDA e da SATA e o efeito multiplicador dos Avales» (e citando palavras do parlamentar da bancada laranja, Duarte Freitas, e  que no primeiro dos três dias de trabalhos denunciou o que chamou uma pesada factura geracional), o valor exacto de eventuais responsabilidades futuras é de mil e quinhentos milhões, ou seja menos mil milhões do que disse o PSD.”  O que, rematou o também líder dos socialistas açorianos, é “vezes sem conta inferior ao encargo futuro da Madeira”.

 


Já durante o intervalo para jantar e que antecedeu o debate e votações na especialidade dos documentos a que foram apresentadas quase duas dezenas de propostas de alteração até à madrugada desta sexta-feira, a reacção do PSD não se fez esperar.

 


Em comunicado, os sociais democratas consideraram que “na tentativa de descredibilizar os números que o PSD apurou, relativos às responsabilidades financeiras criadas pelo Governo, no valor de dois mil e quinhentos milhões de euros, Carlos César acabou por revelar a verdade que o Governo tem tentado esconder” pois  referiu-se a “1.500 milhões de euros de dividas à data de Dezembro de 2009” e a “450 milhões de parcerias público-privadas (350 das SCUT, mais 65 do Hospital de Angra e 35 do Centro de Radioterapia).”
“Em 2011, como o PSD disse, com crescimentos consistentes dos passivos com os últimos três anos, teremos nada menos de 2.500 milhões de euros” pelo que Carlos César “confessou-se”, lê-se.


Sendo hoje expectável mais reacções a esta reacção,  paraCésar “a  montanha pariu um rato”, acusando o PSD de pretender “dar lições” quando já “lançou várias câmaras municipais na falência”, recorrendo  a “adulteração de números e factos”.

 

Leia esta notícia na íntegra na edição impressa do Açoriano Oriental desta sexta-feira, dia 26 de Novembro de 2010

 

PUB

Premium

Os Estados Unidos da América manifestaram interesse em cooperar com Portugal na utilização do Porto Espacial de Santa Maria, destinado ao lançamento de satélites. O assunto foi abordado na reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os EUA