Ferreira Leite estranha César sobre lei eleitoral

Ferreira Leite estranha César sobre lei eleitoral

 

Lusa/AO   Regional   17 de Set de 2008, 06:15

A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, manifestou terça-feira à noite, na Praia da Vitória, estranheza por “o presidente do governo açoriano, Carlos César, ainda não se ter insurgido contra a proposta da nova lei eleitoral”.
 “Não é assim que ele defende os açorianos, o seu voto e participação, e muito menos defende que se mantenha uma ligação estreita entre aqueles que precisaram de emigrar e os que ficaram entre as suas raízes”, afirmou.

    Manuela Ferreira Leite, que falou na Praia da Vitória, durante uma sessão em que o PSD/Açores apresentou o seu “Pacto com a Sociedade”, voltou a criticar o facto de “com a proposta da nova lei o PS pretender retirar ao PSD os deputados que tem pelo circulo da emigração”.

    “Percebe-se porque estão a fazer contas ao número de deputados que podem eleger. O actual fluxo emigratório resulta do facto de as pessoas não conseguirem encontrar no seu país [Portugal] as condições necessárias para trabalhar e desenvolver a sua vida”, disse a líder social-democrata.

    Ferreira Leite garantiu, perante um auditório com cerca de três centenas de militantes e simpatizantes, que “a política social-democrata é totalmente oposta à dos socialistas”.

    “Não vamos praticar a política do betão e do apoio às grandes empresas porque só elas não trazem o necessário desenvolvimento, sendo fundamental um apoio às pequenas e médias empresas que são o coração da nossa economia”, sustentou Manuela Ferreira Leite.

    Para a líder social-democrata “os socialistas só convivem bem com o espectáculo, governando para a fantasia”.

    Manuela Ferreira Leite defendeu que o governo e quem o apoia “anuncia medidas que depois não cumpre” e prometeu que “em breve” o PSD vai “divulgar essa lista”.

    A líder social-democrata pediu aos açorianos para “acreditarem que vale a pena votar no PSD”, acrescentando que “cá [Açores] como lá [continente português] está na hora de mudar”, alegando que “a democracia está ameaçada”.

    Por seu turno, o líder do PSD/Açores e candidato a presidente do governo regional, Costa Neves, apresentou as nove medidas que sustentam um “Pacto com a Sociedade”, caso vença as eleições.

    Independência, subsidiariedade, participação, estabilidade, transparência, proximidade com as populações, informação, separação de competências e dinamização do voluntariado são as medidas consideradas “o oposto do que fazem os socialistas para se eternizar no poder”.

    Costa Neves sublinhou que “o resultado da actual governação é muito pobre para quem teve, na moeda antiga, 100.000 contos por dia” para gastar embora tenha admitido que o PS fez “alguma coisa” mas “não o suficiente”.

    O dirigente social-democrata preconiza “um outro projecto para os Açores, protagonizado pelo PSD actual” garantindo que “não é igual aos do PSD que governou a região até 1996”.

    Costa Neves acusou os socialistas, nomeadamente Carlos César, “de usar os dinheiros públicos para fazer campanha”, dando como exemplo a distribuição de um “kit autonómico”, que incluiu uma carta do presidente do governo.

    O dirigente açoriano criticou ainda o facto de “num comício aparecer uma bandeira azul e branca [cor da bandeira dos Açores] que “em vez dos símbolos normais [o açor e as nove estrelas] aparece com o emblema do PS”.

    Costa Neves apelidou estes actos de “promíscuos”, acrescentando que à falta de uma reacção crítica mais alargada da sociedade “existe uma conspiração do silêncio”.

    Segundo Costa Neves “a democracia respira mal nos Açores porque o poder do PS exige obediência absoluta perante a arrogância, opressão e omnipresença o que provoca medo nas pessoas”.

    “Se têm medo do governo então corram com ele”, concluiu.


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