Crise

Durão Barroso afasta possibilidade de recessão na Europa

Durão Barroso afasta possibilidade de recessão na Europa

 

Lusa/AO online   Economia   5 de Set de 2011, 10:59

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, admitiu hoje na Austrália que a zona Euro registará nos próximos meses um crescimento económico moderado, mas descartou a possibilidade de recessão.
“Não antecipamos uma recessão na Europa”, afirmou Durão Barroso numa conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra australiana, Julia Gillard, em Camberra.

“As últimas previsões da Comissão Europeia revelam que haverá crescimento – é certo que moderado – em toda a União Europeia”, acrescentou o responsável no início de um périplo oficial pela Austrália e Nova Zelândia ao garantir que a União Europeia e o euro são fortes e resistentes.

Durão Barroso garantiu que “está a ser feito tudo o que é possível para enfrentar os problemas orçamentais subjacentes e fortalecer a governação da zona Euro desde o endurecimento da regulação financeira a melhorias na competitividade em geral”.

No que se refere aos problemas da dívida da Grécia, o presidente da Comissão Europeia explicou que a ‘troika’ analisa actualmente os esforços do Governo de Atenas para cumprir as medidas de ajustamento, considerando, para já, “prematura” qualquer avaliação.

Barroso manifestou-se satisfeito com a cooperação entre a União Europeia e a Austrália para combater qualquer forma de proteccionismo e aprofundar a liberalização dos seus mercados e elogiou o Governo de Camberra por a Austrália ter sido o “único país desenvolvido” a evitar os efeitos da crise financeira.

Gillard reconheceu os passos dados pelas autoridades europeias para fazerem face à crise da dívida soberana e pressionarem uma reforma.

“Sabemos e compreendemos que estas são decisões difíceis, mas sabemos que decisões duras são necessárias para estabilizar os mercados financeiros”, afirmou.

A primeira-ministra australiana disse, porém, não concordar com Barroso quanto à necessidade de se criar um imposto sobre as transações financeiras.

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