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De máscara mas sem caneta, Olímpio votou pela primeira vez em tempos de pandemia

Olímpio chega ao Salão Paroquial de São José, em Ponta Delgada, pouco depois das 10:00 para votar. À porta, um cartaz lembra o uso obrigatório de máscara. “Tudo correrá bem se cada um tomar as devidas precauções”, afirma.

De máscara mas sem caneta, Olímpio votou pela primeira vez em tempos de pandemia

Autor: AO Online/ Lusa

No percurso em L até chegar à sala onde foram instaladas as quatro mesas de voto da freguesia de São José, Olímpio Santos conversa com a Lusa sobre o primeiro ato eleitoral nos Açores, as legislativas regionais, e no país, em tempos de pandemia de covid-19.

“Nunca esteve em dúvida vir votar”, afirma o homem, de 61 anos, de máscara colocada e enquanto avança mais um pouco na fila, sempre mantendo cerca de dois metros de distância para os eleitores que estão à sua frente e atrás.

Não levou caneta, apesar de ter sido recomendado, mas transporta consigo um frasco de álcool gel.

“Estamos conscientes do que se está a passar e tudo correrá bem se cada um tomar as devidas precauções”, afirma. Mais à frente, coloca o pé direito no pedal de um dispensador de álcool gel, junto à entrada do edifício, e esfrega as mãos.

“Por favor, desinfete as mãos”, lê-se na placa ali colocada.

Lá dentro, quatro mesas de voto, cada uma a um canto do salão. Os elementos das mesas usam todos máscaras ou viseiras e alguns também luvas, sobretudo os que recebem o cartão do cidadão de cada eleitor.

Na mesa onde Olímpio vai votar estão alinhadas cinco canetas brancas desinfetadas para que os eleitores possam usar. Chegou a sua vez. Olímpio não demora mais do que 15 segundos a exercer o seu direito de voto.

Depois, aproxima-se novamente da mesa, coloca a caneta no recipiente das “usadas” e introduz o seu voto na urna.

“Por ali, senhor”, indica-lhe a presidente da mesa, quando Olímpio tentava sair pelo mesmo local por onde tinha entrado.

A pandemia de covid-19 obrigou a Junta de Freguesia de São José a mudar o local de voto. Noutros atos eleitorais, a votação era feita na sede da junta, mas hoje a opção foi por um local com "melhores condições", "mais amplo" e que permite ter "uma entrada e uma saída".

“As indicações estão todas expostas e as pessoas estão a cumprir”, disse à Lusa o presidente da junta, Jorge Oliveira.

Todos os colaboradores da junta estão hoje a trabalhar. Uma das funcionárias tem como missão ir desinfetando regularmente os locais de voto, bem como as canetas usadas.

“Está a correr muito bem”, acrescentou o autarca.

Lá fora, Ana Rita Pereira aguarda a sua vez, enquanto garante à Lusa que nunca pensou em não ir votar por causa da pandemia de covid-19. “Temos esse direito e temos de usufruir dele", diz a jovem, de 24 anos, já com o cartão do cidadão e uma caneta a postos nas mãos.

Luísa Viveiros também vai munida de caneta, dada a situação de pandemia: “Escuso de correr riscos. É mais seguro trazer [caneta]”, explica.

No entanto, a mulher, de 56 anos, confessou à Lusa que pensou “nos riscos” de ir votar, mas acabou por pesar o “dever” de o fazer.

“Não gosto de falhar”, afirmou.

As eleições legislativas dos Açores realizam-se hoje, com 228.999 eleitores inscritos para escolher os 57 deputados da Assembleia Legislativa Regional.

As urnas abriram às 08:00 locais e encerram às 19:00, 09:00 e 20:00 no continente, respetivamente.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam ao hemiciclo regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.


 
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