Açoriano Oriental
César condena o que diz serem tentativas de apagar o papel do PS

“Sem o PS não teriam sido dados os passos estruturantes para a Autonomia Regional e Local”, disse César no jantar de homenagem a antigos autarcas.

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Foto: PS/A
Autor: Paulo Faustino

“É bom refrescarmos a memória: nós queremos que os Açores tenham consciência de que todos os Açorianos, independentemente da sua cor política, em todos os momentos da sua história, estiveram empenhados nuns Açores melhores - e essa condição não pode se negada, nem o Partido Socialista pode ser excluído desse esforço que empreendeu”.

As palavras foram proferidas por Carlos César, presidente honorário do PS/A, no discurso que proferiu sábado à noite no jantar de homenagem a antigos autarcas, em São Miguel.

O antigo presidente do Governo Regional deixou claro, na altura, que “o Partido Socialista é o partido cofundador da Autonomia e de uma nova fase democrática de renovação e de regulamentação nacional da autonomia política e administrativa dos Açores. A história dos Açores, depois do 25 de Abril, não começou com a formação na Região do PSD, nem terminou com o seu afastamento do Governo em 1996”.

Para César - citado em nota de imprensa -, não há dúvidas de que, “sem o PS, não teriam sido dados os passos estruturantes, para que a Autonomia Regional e a Autonomia Local de que dispomos tenha a força que tem. Sem o PS não teria constitucionalizada a Autonomia Regional, porque sem o PS não se teria a aprovação da Constituição de 1976. Não teria sido aprovado o estatuto provisório da Autonomia (…) Não teria sido aprovado o estatuto definitivo da Autonomia (…) e não teriam sido aprovadas nenhumas das revisões que foram feitas, porque em todos estes momentos o voto do PS foi e era decisivo”, salientou.

De igual modo, ressalvou, a Lei de Finanças Regionais, “obra e autoria dos socialistas”, e o reforço dos órgãos do poder local não teriam sido possíveis sem o Partido Socialista. “Há quem fale muito sobre o contributo que deu, ou que o PS deu depois do 25 de Abril, mas, se bem lembro, não estavam nada preocupados antes do 25 de Abril pela insuficiência e pela menoridade a que os Açores estavam votados e pela inexistência de um poder local e com competências”.

O ex-líder parlamentar do PS na Assembleia da República condenou as tentativas de apagar o papel do Partido Socialista e das pessoas “que se têm empenhado do ponto de vista cívico” e que tiveram “um lugar bem mais relevante do que aquele que lhes é atribuído”. E deu o exemplo da forma como se conta a história da reconstrução dos sismos de 1980 na Terceira e de 1998 no Faial, sobretudo quando se afirma que a reconstrução do sismo da Terceira ficou concluída em três anos. “Ora, bem gostava de saber porque é que 16 anos depois, o Governo socialista teve de fazer mais de meio milhar de realojamentos de pessoas afetadas pela crise sísmica de 1980”, vincou a propósito.

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