Avisos contra proteccionismo na abertura de Fórum Económico


 

Lusa / AO online   Economia   11 de Nov de 2009, 10:29

O Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) iniciou os seus trabalhos em Singapura com advertências contra o proteccionismo, que poderá ameaçar a "frágil" recuperação económica nas duas margens do oceano Pacífico.
"O caminho é escorregadio e, se não prestarmos atenção, todos os nossos países poderão ver-se numa situação (económica) ainda pior", afirmou George Yeo, ministro dos Negócios Estrangeiros de Singapura.

Yeo falava no final da primeira reunião dos ministros dos 21 países membros do APEC, a que se juntarão no sábado e no domingo os chefes de Estado e de governo.

O APEC, criado em 1989 para promover o comércio livre, congrega 21 países, entre os quais os Estados Unidos, China, Japão, Rússia ou Chile, que representam 54 por cento do PIB mundial.

Os ministros "discutiram a importância da coordenação macroeconómica, a reforma das instituições financeiras e, mais importante, a necessidade de resistir ao proteccionismo", disse Yeo.

"O consenso é que ela (a crise) não terminou de modo algum (...) A situação continua frágil", comentou.

À margem da reunião, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, apelou à região, "que depende muito do comércio" para lutar contra "o proteccionismo", que pode ser uma tentação "quando o desemprego progride".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é esperado sábado à noite em Singapura, onde na terça-feira chegou a secretária de Estado, Hillary Clinton.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.