Web Summit colocou "imagem de Portugal no setor das tecnologias"

Web Summit colocou "imagem de Portugal no setor das tecnologias"

 

Lusa/AO Online   Economia   25 de Out de 2018, 12:12

O ministro Adjunto e da Economia afirmou esta quinta-feira que as duas edições da Web Summit em Portugal permitiram colocar a "imagem de Portugal no setor das tecnologias" e representam uma "montra" que capacita as 'startups' portuguesas a aceder a investidores.

Pedro Siza Vieira falava na abertura da conferência "O Futuro do Dinheiro", organizada pelo Dinheiro Vivo, TSF e EY, que está a decorrer em Lisboa.

Falando na oportunidade do "país em aproveitar os recursos que tem", o governante recordou que a cimeira tecnológica Web Summit vai realizar-se em Portugal por mais 10 anos.

As duas edições que da Web Summit em Portugal "já nos permitiu colocar a imagem" do país "no setor das tecnologias num nível completamente diferente daquele que tínhamos", disse, salientando que foi "a partir" das suas primeiras edições da cimeira tecnológica que "investimentos como da BMW ou da Mercedes Benz ou os da Google se instalaram" no mercado português, sublinhou.

"Esta é uma montra que capacita as nossas 'startups' (...) a encontrar, e essa é uma das vertentes do acordo com a Web Summit, de acessos a investidores para poderem desenvolver" produtos ou chegar ao mercado", acrescentou Pedro Siza Vieira.

"Vamos fazer aprovar a estratégia do empreendedorismo às 'startups' em breve no Conselho de Ministros para criar melhores condições para esse desenvolvimento" do setor, acrescentou o ministro.

Na sua intervenção, o governante apontou três fatores que explicam a mudança que o setor da banca atravessa: "Uma supervisão mais apertada que torna mais cara aos bancos tradicionais a prestação de serviços, uma tecnologia que permite a entrada de novos protagonistas a fazer concorrência com os bancos tradicionais, uma regulamentação que quebrou o vínculo que dantes parecia indissolúvel do banco com o seu cliente".

Segundo Pedro Siza Vieira, "estes três fatores não vão desaparecer, vão provavelmente acentuar-se e gerar mudanças".

Perante estes três fatores, o governante avançou com três respostas: a mudança é disruptiva, mas é uma oportunidade, flexibilidade e responsabilidade.

"São mudanças muito drásticas que vão mudar o mercado dos serviços financeiros para a frente, que vão propiciar novos protagonistas, novos produtos e novos modelos de negócio, é uma oportunidade para o país que os supervisores têm de acompanhar e criar condições para que possam ser viabilizados e que os decisores políticos têm de acompanhar e o dever de criar condições", afirmou.

Sobre a flexibilidade, o governante defendeu uma "supervisão adequada", nomeadamente quando se olha para as 'fintech', que apresentam novas atividades de serviços financeiros.

O ministro Adjunto e da Economia disse esperar que os "supervisores estejam abertos e sejam flexíveis", adiantando que o Governo tem estado em contacto com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) no sentido de haver um ecossistema favorável.

"Flexibilidade para tornar Portugal um país onde as 'startups' encontrem possibilidade" de testarem os seus produtos e serviços, disse.

Defendeu a responsabilidade de todos, nomeadamente dos decisores públicos, para criarem oportunidades que se possam materializar.

"Os bancos não se podem alhear" da realidade da digitalização e devem "encarar esta oportunidade" como algo relevante para eles.

"É importante que os bancos possam assumir o papel de investidores nestas áreas, podem ser os grandes investidores privados que acompanham e que investem no desenvolvimento deste setor", considerou.



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