Vaivém Discovery já aterrou na Florida


 

Lusa / AO online   Internacional   7 de Nov de 2007, 16:49

O vaivém Discovery aterrou na Florida, às 18:01 (hora de Lisboa), terminando a missão de 15 dias, que permitiu a reparação de um dos painéis solares da Estação Espacial Internacional e o início da construção da estrutura dos novos laboratórios.
O Discovery partiu dia 23 de Outubro rumo à Estação Espacial Internacional na missão mais complexa dos últimos nove anos.

A equipa, de sete astronautas, transportou e instalou o módulo Harmony, que vai suportar a estrutura de dois laboratórios, e moveu uma das fontes de energia.

O programa da missão sofreu alterações quando os astronautas encontraram fissuras num dos painéis solares, depois de os movimentarem.

O primeiro painel estava em bom estado, mas ao mover o segundo painel os astronautas encontraram cabos soltos e fissuras em dois locais.

A equipa do Discovery recolheu amostras do material encontrado no painel solar para análise em Terra.

A reparação destas fissuras, uma tarefa arriscada, levou ao prolongamento da missão por mais um dia.

Até hoje nenhum astronauta se aventurou a trabalhar tão perto dos painéis, de 100 volts de electricidade, e que alimentam toda a estação espacial.

Esta reparação permitirá que a NASA mantenha o plano da próxima missão do vaivém Atlantis à Estação Espacial Internacional no início de Dezembro.

Ao chegar à Terra, a NASA deu as boas vindas por rádio aos tripulantes e felicitou a equipa pela “formidável missão”.

Antes de aterrar, o Discovery, comandado por Pamela Melroy, iniciou a reentrada na atmosfera terrestre sem problemas perto das 13:00 horas.

O Discovery entrou na atmosfera pela Columbia Britânica, no Canadá, e iniciou a descida com trajectória na diagonal sobre Montana, no estado de Wyoming, e em direcção à Florida.

Esta rota, utilizada pela primeira vez desde que o Columbia de desintegrou em 2003, foi escolhida pela NASA para evitar uma aterragem nocturna, uma entrada de maior perigo.

As inspecções realizadas na segunda e terça-feira mostraram que a protecção térmica da nave estava preparada para suportar os três mil graus de calor da reentrada na atmosfera.


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