UE e EUA preocupados com situação política no Líbano

UE e EUA preocupados com situação política no Líbano

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Out de 2012, 09:54

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos expressaram, na terça-feira, a sua preocupação relativamente à atual situação política no Líbano, onde a oposição exige a demissão do primeiro-ministro.

A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, alertou para um vazio político no Líbano, no final da sua visita ao país, em linha com discursos que saíram do Departamento de Estado norte-americano, indicou a agência noticiosa francesa AFP.

"Há algumas pessoas que estão a tentar desviar a atenção da situação que se vive na região, causando problemas no Líbano", afirmou Catherine Ashton, em declarações citadas pela agência libanesa, sem especificar.

A alta representante da UE mostrou ainda estar preocupada com a estabilidade do Líbano, sobretudo depois da explosão de um carro armadilhado que matou o chefe da segurança libanesa, o general Wissam al-Hassan, o qual liderou uma série de investigações que ligavam o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, a homicídios políticos no Líbano.

"É uma coisa terrível; estamos preocupados com a estabilidade do Líbano", afirmou Ashton, após um encontro com o primeiro-ministro, Najib Mikati.

A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Victoria Nuland, disse, por seu turno, que Washington apoia os esforços do Presidente libanês, Michel Sleiman, e de outros líderes com vista à construção de um Governo.

"O Presidente Sleiman está envolvido em discussões com todas as partes para formar um novo Governo. Apoiamos esse processo", disse a responsável, apontando que os Estados Unidos não querem assistir a um "vazio".

A morte de Wissam al-Hassan desencadeou receios relativamente a uma eventual nova onda de violência sectária.

O Líbano é um país multi-confessional onde cristãos, sunitas e xiitas representam um terço da população cada. A maioria dos sunitas é hostil ao regime sírio de Bashar al-Assad, ao contrário dos xiitas que o apoiam. Os cristãos estão divididos.

No domingo, o funeral do chefe da segurança libanesa, um sunita próximo de Saad Hariri e inimigo de Damasco, deu origem a uma manifestação violenta contra o primeiro-ministro Mikati, depois de um dirigente da corrente de Hariri o ter acusado de encobrir "o crime".

Apesar de Mikati e alguns dos seus ministros serem sunitas, o atual Governo é dominado pelos aliados do Hezbollah xiita, um movimento armado próximo de Damasco e de Teerão.


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