Sindicato dos Funcionários Judiciais alerta que Açores têm défice de cerca de 30 quadros

Sindicato dos Funcionários Judiciais alerta que Açores têm défice de cerca de 30 quadros

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Jul de 2019, 12:49

Cerca de uma dezena de funcionários judiciais, em greve, concentraram-se esta quinta-feira à porta do Tribunal Judicial de Ponta Delgada tendo o sindicato alertado que nos Açores há "um défice de cerca de 30" quadros.

A coordenadora nos Açores do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), Justina Neto, admitiu à agência Lusa que esperava maior participação na concentração, de São Miguel, no âmbito da greve nacional de cinco dias.

“Muitos funcionários judiciais como estão em greve aproveitam o dia para não virem ao tribunal. E acho que tem a ver com isso, porque teriam que se deslocar de outros pontos da ilha até à cidade de Ponta Delgada para a concentração”, referiu a dirigente sindical, junto a outros funcionários concentrados à porta do Tribunal Judicial de Ponta Delgada e usando t-shirts pretas com a frase "justiça para quem nela trabalha".

A greve nacional dos funcionários judiciais em dias alternados iniciou-se a 25 de junho.

Além de hoje, está ainda marcado outro dia de greve, para 12 de julho.

Nos Açores, e segundo Justina Neto, a adesão global à greve tem rondado entre 50% e 70%.

"O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Ponta Delgada, Horta (Faial) e Velas (São Jorge) tem estado com 100% de adesão. E o Pico também já esteve a 100%. Praia da Vitória (Terceira) também já esteve um dia a 100%”, adiantou à Lusa.

A dirigente sindical na região referiu que as reivindicações no arquipélago “são as mesmas do todo nacional”, mas alertou para “a falta de funcionários judiciais” uma questão “já crónica”.

O quadro de funcionários judiciais nos Açores “está com um défice de cerca de 30” pessoas, indicou.

“A ministra disse que a Justiça nunca esteve tão bem em termos estatísticos. É verdade, mas isso deve-se aos magistrados e aos oficiais de justiça, porque se não fossem eles a trabalhar nos processos a estatística não estaria como está”, considerou ainda Justina Neto.

A coordenadora nos Açores do Sindicato dos Funcionários Judiciais lembrou que entre as reivindicações está “um suplemento de 10% no vencimento nomeadamente a integração dos 10% no vencimento da mesma maneira que foi feita para as outras classes profissionais da justiça”.

"As promoções para todas as categorias, a revisão do estatuto, a nova tabela salarial, e ainda a privatização da justiça, já que querem privatizar as execuções que eram feitas por nós em que o exequente tinha apoio judiciário, mas que passa a ser feita por pessoal externo aos oficiais de justiça", lembrou ainda.


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