PSD quer ouvir com urgência ministra da Saúde sobre situação dos hospitais

PSD quer ouvir com urgência ministra da Saúde sobre situação dos hospitais

 

AO Online/ Lusa   Nacional   9 de Nov de 2019, 00:26

O PSD quer ouvir com urgência a ministra da Saúde e os conselhos de administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte e do hospital Garcia de Orta, considerando que existe uma “degradação das condições de funcionamento dos hospitais”.

“Ao fim de quatro anos de governação do Partido Socialista, é hoje indesmentível a crescente degradação das condições de funcionamento na generalidade dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, refere um requerimento dos sociais-democratas, assinado pelos deputados Ricardo Baptista Leite e Álvaro Almeida.

No documento, o PSD salienta que existem situações de especialidades em que os utentes do SNS são obrigados a esperar “largos meses, por vezes anos”, para terem acesso a consultas e cirurgia.

“São cada vez mais recorrentes os casos de hospitais públicos em que a falta de recursos médicos está a comprometer a qualidade na prestação de cuidados de saúde e a própria acessibilidade e segurança dos doentes”, frisam.

Os sociais-democratas referem que no hospital Garcia de Orta, em Almada, distrito de Setúbal, os serviços de urgência pediátrica “desde há largas semanas têm encerrado aos fins de semana, devido à falta de pediatras”, considerando que esta situação obriga os utentes a recorrer às urgências pediátricas do hospital de Santa Maria ou do hospital D. Estefânia, ambos em Lisboa.

Já sobre o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, que inclui os hospitais Pulido Valente e Santa Maria, o PSD afirma que os médicos “foram obrigados a denunciar a situação insustentável que se verifica nos respetivos serviços de urgência”, com 21 chefes de equipa de urgência a avisarem que “não estão reunidas as condições para a prestação de cuidados de saúde de qualidade e com a necessária segurança”.

Neste sentido, o PSD apresentou um requerimento na Comissão de Saúde para ouvir com urgência a ministra da Saúde, Marta Temido, e os conselhos de administração dos hospitais em causa.



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