PSD e CDS comprometem-se a "melhorar" proposta do Governo na especialidade


 

Lusa/AO online   Economia   30 de Out de 2012, 16:33

PSD e CDS comprometeram-se esta terça-feira a "melhorar" o Orçamento do Governo para 2013, apesar do "caminho estreito", e a aceitar "boas" propostas da oposição, sublinhando que a situação do país e o corte na despesa exigem "consensos alargados".

Os líderes parlamentares do PSD e do CDS, Luís Montenegro e Nuno Magalhães, protagonizaram um “diálogo” no plenário da Assembleia da República, durante o primeiro dia de debate do Orçamento do Estado para 2013, em que mostraram estar de acordo em relação à possibilidade de os dois partidos apresentarem propostas conjuntas de alteração ao documento.

Nuno Magalhães apontou a “situação difícil” do país e as “tarefas difíceis” que se avizinham, sublinhando que o corte de quatro mil milhões de euros na “despesa estrutural” do Estado, como pretende fazer o primeiro-ministro, é “tarefa para muitas décadas”.

Neste contexto, considerou “importante a promoção de consensos alargados” e criticou a “posição do PS”, considerando “imprudente” que os socialistas, que têm a ambição de governar “nos tempos mais próximos ou longínquos”, usem no debate político “verbos” como “repor”, “recuar”, “restabelecer”, “reintroduzir” ou “restaurar”.

Referindo-se depois à proposta de Orçamento para 2013 do Governo, afirmou que “tem uma fatura fiscal que é pesada”, mas que “na Assembleia da República há um trabalho na especialidade a fazer”.

E questionou Luís Montenegro sobre se existem “condições” para, “mantendo a estrutura e a essência do orçamento” , que “é um orçamento de salvação nacional”, “fazer esse trabalho [na especialidade] profundo, sério, sereno, com sentido de Estado” e de “forma conjunta e articulada entre PSD e CDS”.

Na resposta, Luís Montengero sublinhou a “grande afinidade” entre as duas bancadas.

“Há condições para nós, no trabalho na especialidade, melhorarmos o Orçamento do Estado? Há seguramente condições”, afirmou.

O líder parlamentar do PSD acrescentou que, no entanto, o “caminho é estreito”, por Portugal não estar “na posse plena da sua liberdade orçamental” e de todas as “opções” terem de ter “a confiança” dos credores internacionais.

“Mas é possível melhorá-lo e nós estaremos sempre disponíveis”, insistiu, acrescentando: “Estamos disponíveis para apresentar conjuntamente nas bancadas da maioria propostas que possam melhorar o orçamento, mas também estamos disponíveis para poder acolher boas propostas da oposição, se as houver (…). Propostas bem fundamentadas que sirvam o interesse do país, venham elas do Partido Comunista, do Bloco de Esquerda, mas sobretudo venham elas do Partido Socialista”.

Luís Montenegro pediu ao PS que “concretize” as suas propostas e lamentou que a meio do debate do Orçamento, ainda não tenha “dado entrada” a “grande proposta, a grande bandeira” do PS “da criação do famigerado imposto sobre as PPP”.



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