Presidente do Eixo Atlântico apela a consenso nacional sobre TGV


 

Lusa / AO online   Economia   24 de Out de 2007, 12:51

O presidente do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, Luís Filipe Menezes, apelou ao “consenso nacional” sobre o projecto do comboio de alta velocidade (TGV) e ao fim da sua utilização como “matéria de querela político-partidária”.
“Não achamos sensato que esta matéria seja susceptível de alimentar uma querela nacional”, frisou Luís Filipe Menezes, que falava em Vigo, no decorrer de uma reunião do Conselho Executivo do Eixo Atlântico.

Menezes, que é também líder do PSD, defendeu ser necessário que os “grandes projectos públicos possam ser alvo de um consenso nacional” e que deixem de ser usados como instrumentos “de batalha político-partidária ou dos desígnios eleitorais do partido que circunstancialmente está no poder”.

Por isso, disse esperar que a questão do comboio de alta velocidade seja discutida “já agora” no Parlamento, no âmbito do Orçamento de Estado para 2008.

“Nós estamos completamente abertos para discutir o assunto com sentido de responsabilidade. Não temos em relação aos grandes projectos a ideia de que eles devam ser matéria de querela político-partidária”, enfatizou.

Em relação à ligação Porto-Vigo em comboio de alta velocidade, considerou-a “incontornável” para o desenvolvimento integrado do Norte de Portugal e da Galiza e admitiu que será de “perspectivar” para o futuro a continuidade dessa linha até ao Norte de Espanha, com ligação à Europa.

Luís Filipe Menezes considerou que a ligação Porto-Vigo poderá ter características diferentes da ligação Porto-Lisboa e Lisboa-Madrid por questões técnicas, sublinhando, contudo, que o importante é que ela seja feita “em alta velocidade”.

“Alta velocidade não significa, “tout court”, TGV”, disse.

“É um projecto que nos é muito caro e não nos cansaremos de defender e de afirmar a sua importância”, afirmou Menezes.

O Eixo Atlântico, criado em 1992 por iniciativa dos municípios do Porto e de Vigo, é formado actualmente por 28 cidades, 14 da Galiza e 14 do Norte de Portugal.

Da Galiza, fazem parte Corunha, Ferrol, Lugo, Monforte de Lemos, Ourense, Pontevedra, Santiago de Compostela, Villagarcia de Arousa , Vigo, Carballo, Vivieiro, Lalín, Verín e Barco de Valdeorras.

Do Norte de Portugal integram o Eixo as cidades de Braga, Bragança, Chaves, Guimarães, Peso da Régua, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Vila do Conde, Mirandela, Barcelos e Famalicão.

Na reunião desta quarta-feira, a associação decidirá sobre a integração de oito novas cidades: Penafiel, Macedo de Cavaleiros, Marco de Canaveses, Vila Pouca de Aguiar e Lamego, do Norte de Portugal, e Santa Uxia da Ribeira, Chantada e Sarriá, da Galiza.
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