Açoriano Oriental
Parlamento açoriano aprova diploma do BE para mitigar alastramento de alga invasora

A Assembleia dos Açores aprovou esta sexta feira, por unanimidade, uma iniciativa do BE que recomenda ao Governo Regional a adoção de medidas para mitigar o alastramento da alga invasora rugulopterix okamurae, um “problema ecológico” do arquipélago.

Parlamento açoriano aprova diploma do BE para mitigar alastramento de alga invasora

Autor: Lusa /AO Online

“Esta alga terá um impacto profundo na vida marinha e temos pela frente um problema ecológico, de repercussões ainda desconhecidas, mas muito preocupantes. É necessário atuar de imediato, com urgência”, afirmou a deputada do BE, Alexandra Manes, durante o plenário do parlamento açoriano, que decorre na cidade da Horta, Faial.

No projeto de resolução, os bloquistas pedem para serem acionadas "urgentemente medidas de prevenção ao alastramento" da alga e de "deteção e atuação precoce e sistemática nos portos da região, particularmente” nas ilhas onde a espécie ainda não foi detetada.

O BE recomenda ainda a realização de ações de formação e a adoção de medidas para que a alga seja removida "não apenas em terra e nos areais, mas também na água através de equipamentos próprios", sobretudo nas zonas balneares e habitacionais.

O secretário do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, considerou que o diploma está “perfeitamente alinhado com a estratégia” do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).

O governante reconheceu que aquela alga tem “impactos muitos preocupantes” na “fruição de zonas costeiras e balneares”, na saúde pública, no turismo e na pesca.

Alonso Miguel destacou que o executivo açoriano tem vindo a realizar ações para combater aquela alga e avançou que está prevista a criação de uma estratégia para “controlo e prevenção de espécies não indígenas marinhas”.

A socialista Joana Pombo Tavares realçou que a alga, que pode alcançar até 40 metros de profundidade, tem a capacidade para “alterar todo o ecossistema envolvente”.

 Salomé Matos, do PSD, alertou que “urge intensificar medidas de controlo e erradicação das algas invasoras” e Rui Martins, do CDS-PP, avisou para os impactos na economia e na biodiversidade da rugulopterix okamurae.

O deputado do PPM Gustavo Alves considerou que o Governo Regional está “atento ao problema”, enquanto Nuno Barata, da IL, destacou a necessidade de “substituir invasoras por endémicas” em todos os ambientes para garantir o “equilíbrio dos ecossistemas” marinhos e terrestres.

Durante o plenário, foram ainda aprovados por unanimidade dois pedidos de urgência do Governo Regional (que dispensa os diplomas da análise em comissão), para alterar o Programa Regional da Água dos Açores e discutir o Plano de Gestão da Região Hidrográfica da região 2022-2027.

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega). 



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