Açoriano Oriental
Nancy Pelosi diz que ameaça de interferência eleitoral da Rússia não é igual à da China

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, considerou "mais sério" o risco de interferência da Rússia nas eleições presidenciais norte-americanas, denunciando esforços de Moscovo para reeleger Donald Trump.

Nancy Pelosi diz que ameaça de interferência eleitoral da Rússia não é igual à da China

Autor: Lusa/AO Online

"A Rússia está a interferir ativamente 24 sobre 24 horas nas nossas eleições. Fizeram-no em 2016 e estão a fazê-lo agora", disse a congressista Democrata, sublinhando que a ameaça de interferência russa "não é equivalente" à da China.

Por isso, a líder do Congresso exortou as agências de informações a "revelarem mais dados" sobre a natureza específica das ameaças.

Um relatório dos serviços secretos, divulgado na semana passada, adiantava que a Rússia já estava a utilizar um "leque de medidas" para denegrir o adversário Democrata de Trump, Joe Biden, e promover o atual Presidente, passando informações erróneas aos meios de comunicação social.

William Evanina, diretor do Centro Nacional de Contrainteligência e Segurança, disse na sexta-feira, que a China não quer que Trump ganhe um segundo mandato e, por isso, está a escalar as críticas à Casa Branca.

Acrescentou que também o Irão espera que Trump perca.

Para Pelosi, tentar igualar a China e a Rússia na ameaça de interferência eleitoral estrangeira "não conta toda a história".

"Os chineses dizem que preferem Biden. Não sabemos isso. É o que eles dizem, mas não se estão realmente a envolver nas eleições presidenciais", afirmou Pelosi.

O conselheiro de segurança nacional da Trump, Robert O'Brien, disse hoje que os EUA estão a levar a sério qualquer ameaça às eleições norte-americanas, avançando que a China se envolveu em ciberataques e 'phishing' relacionado com a "infraestrutura eleitoral".

"Não vamos aceitar isto. Vamos tomar todas as medidas necessárias para manter as pessoas de fora, quer se trate da China ou da Rússia ou do Irão ou de Cuba ou da Venezuela ou de outros", assegurou.

Pelosi e outros Democratas do Congresso expressaram a sua preocupação pelo facto de as agências de informações terem estado a ocultar ao público dados específicos sobre a ameaça de interferência estrangeira na política norte-americana.

"Os factos são arrepiantes", escreveu o senador democrata Richard Blumenthal, num editorial, publicado na sexta-feira, no jornal The Washington Post.

"Acredito que o público americano precisa e merece conhecê-los. A informação deve ser desclassificada imediatamente", defendeu.

Pelosi falava aos programas "Estado da União" da CNN e “Fox News Sunday" e O'Brien apareceu no "Face the Nation” da cadeia CBS.


 
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