Açoriano Oriental
1ª Liga
Marco Pereira mantém o sonho de ir à seleção

Chamada de Fernando Santos tarda a acontecer, mas o guarda-redes do Santa Clara não baixa as expectativas relativamente à sua ambição de ser convocado para a seleção

Marco Pereira mantém o sonho de ir à seleção

Autor: Arthur Melo

Marco Pereira é um bom exemplo do verso escrito por António Gedeão no poema ‘Pedra Filosofal’: “o sonho comanda a vida”. E o sonho do guarda-redes do Santa Clara em representar a seleção nacional mantém-se, garantindo que não vai baixar os braços só porque voltou a ficar fora das escolhas de Fernando Santos para os encontros com Espanha, França e Suécia.

“É claro que todo o jogador sonha e ambiciona chegar à seleção. Tenho esse grande objetivo na minha vida de poder um dia chegar à seleção nacional. Desta vez não fui chamado. É continuar a trabalhar para quando o mister Fernando Santos assim o entender eu estar preparado”, afirmou o guarda-redes ontem em conferência de imprensa no Estádio de São Miguel.

A recente chamada de Bruno Varela para ocupar o lugar de Anthony Lopes na equipa, depois do guarda-redes do Lyon ter acusado positivo à Covid-19, motivou fortes críticas do diretor desportivo do Santa Clara, Diogo Boa Alma, insatisfação que foi partilhada por demais dirigentes do clube e companheiros de equipa de Marco.

O guarda-redes rejeita a palavra ‘injustiça’ e mantém o discurso focado no objetivo, sublinhando que apenas tem de “dar continuidade ao que tenho feito e quando o mister Fernando Santos assim o entender, é trabalhar para chegar lá e poder retribuir”, vincou o titular da baliza encarnada.

Sem sofrer golos há 324 minutos na I Liga (a última vez que foi ao fundo das redes foi em Alvalade, na jornada 31 da época 2019/2020), Marco Pereira ficou com a sua baliza a zeros nos três jogos do campeonato já disputados e, em Paços de Ferreira, poderá igualar o registo de quatro jogos consecutivos sem sofrer golos estabelecido na última temporada.

“Para mim é sempre bom”, refere o atleta que tem o recorde de 413 minutos sem sofrer golos na I Liga. Contudo, para o guarda-redes de 33 anos, “o mais importante é ajudar a equipa. E nesta fase estamos num bom momento. É dar continuidade, continuar a trabalhar com a mesma humildade, encarar cada jogo como se fosse o último, com uma ambição enorme de entrar em campo, sempre com o máximo de respeito pelos adversários, querendo sair de cada jogo com os três pontos”.

 
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