Londres pede regresso à democracia no Paquistão


 

Lusa / AO online   Internacional   5 de Nov de 2007, 11:43

O governo britânico apelou esta segunda-feira ao restabelecimento da democracia no Paquistão e anunciou que está a rever o seu pacote de ajuda, após o estado de emergência instaurado sábado, disse um porta-voz oficial.
De acordo com um porta-voz de Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, o Reino Unido quer a confirmação de que haverá eleições em Janeiro e que a Constituição será restabelecida.
"Gostaríamos de ver a confirmação de que haverá eleições agendadas para Janeiro e queremos ver o restabelecimento normal do processo democrático e constitucional", afirmou.
"Obviamente, estamos a considerar as implicações do nosso programa de desenvolvimento e ajuda ao Paquistão", disse.
"Queremos ver um Paquistão próspero, pacífico, seguro e estável" porque é do interesse "de todo o mundo", sublinhou.
Ao mesmo tempo, o porta-voz frisou que a administração britânica tem mantido contactos com o Paquistão a todos os níveis do governo, bem como com outros países.
Na sequência da instauração do estado de emergência, cerca de 1.500 pessoas, entre advogados, juízes, dirigentes e militantes de partidos políticos foram detidos no Paquistão ou colocados em residência vigiada desde sábado, de acordo com fontes policiais.
Na província de Pendjab, cerca de 700 pessoas, a maior parte das quais advogados, encontram-se em prisão preventiva, ou residência fixa, disse um responsável da polícia.
De acordo com a mesma fonte, na província meridional de Sind, cerca de 500 pessoas foram detidas.
 As restantes detenções foram efectuadas nas outras duas províncias, Baluchistão e Fronteira do Noroeste, indicaram fontes policiais locais.
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