Energia

Iberdrola quer regressar ao mercado da electricidade


 

Lusa/AOonline   Economia   27 de Out de 2008, 14:29

O presidente da Iberdrola Portugal, Joaquim Pina Moura, afirmou que a empresa pretende voltar ao mercado retalhista de electricidade e entrar no gás em Portugal assim que as condições de regulação o permitirem.
Joaquim Pina Moura, que falava aos jornalistas no final da sua intervenção na conferência parlamentar sobre “Energia, Sustentabilidade, Um Novo desafio”, defendeu o fim das tarifas reguladas, mantendo-se apenas uma tarifa de último recurso para os consumidores mais vulneráveis.

    “Consideramos um passo essencial para a existência de condições de mercado o desaparecimento das tarifas reguladas”, afirmou Pina Moura.

    “Entraremos no mercado sempre que considerarmos que isso gerará valor para a nossa actividade e para os accionistas”, acrescentou.

    A Iberdrola já teve uma quota de 12 por cento no mercado liberalizado de electricidade em Portugal, tendo actualmente uma posição “marginal”.

    “Em 2005 e 2006, houve condições competitivas para operar no mercado de electricidade”, afirmou.

    “Esperamos que as condições regulatórias permitam a reentrada [na electricidade], acrescentando o mercado do gás”, disse.

    Para além da electricidade, a Iberdrola já tem licença para comercializar gás natural em Portugal, mas Pina Moura afirma que também aqui a eléctrica espanhola está a “aguardar que sejam definidas condições, nomeadamente, o leilão de gás que deve ocorrer proximamente”.

    Pina Moura defendeu durante a sua intervenção na conferência que a existência de tarifas reguladas é um factor de distorção da concorrência e da afectação de recursos.

    “Os custos devem ser reflectidos o mais possível nas tarifas e quando tiverem uma dimensão social insuportável para pessoas com carências, deve existir uma tarifa de último recurso”, afirmou.

    “É necessário que o mecanismo de preços funcione neste sector e espero que em 2009 sigamos mais adiante nesse caminho e possamos libertar o sector eléctrico de uma tarifa regulada”, acrescentou.

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