Governo da Madeira apresentou quadro plurianual para 2022-2026 que considera "ambicioso"

O Governo da Madeira apresentou hoje no parlamento da região a proposta legislativa do quadro plurianual de programação orçamental para 2022-2026, que considerou “realista, rigorosa e ambiciosa”.



Esta é “uma proposta de quadro orçamental realista, rigorosa, ambiciosa”, declarou o secretário das Finanças da Madeira na apresentação do diploma, no plenário do parlamento insular.

Segundo Rogério Gouveia, este é “um quadro orçamental plurianual assente num cenário macroeconómico minuciosamente ponderado e solidamente perspetivado, bem como em limites vinculativos para as áreas da despesa pública, e confere à condução da política orçamental uma firme perspetiva de médio prazo”.

Além disso, acrescentou, o diploma projeta “a sustentabilidade das contas públicas regionais e o equilíbrio financeiro inerente à atividade do setor público” e vai permitir aos gestores dos organismos públicos “conhecer, com um grau razoável de certeza – no alcance e nas variáveis que são passíveis de antecipar –, os recursos com que poderão contar num conjunto de cinco anos”.

A medida, defendeu, vai contribuir para que possam “melhorar a sua capacidade de planeamento, a afetação dos recursos à sua disposição e a respetiva responsabilização pelos resultados alcançados”.

O governante sublinhou também que o documento tem subjacente “várias medidas orçamentais que consubstanciam o inequívoco esforço do Governo Regional da Madeira [PSD/CDS-PP] na promoção da estabilidade e promoção social, a recuperação empresarial e económica, reforçando o investimento público na área da saúde e da educação, na área social, no emprego e na economia”.

Como exemplo, o responsável disse que o documento prevê, em 2022, “mais de 800 milhões de euros para o agrupamento das áreas sociais e 1.500 milhões de euros para o agrupamento da área económica”.

Rogério Gouveia salientou igualmente que a proposta não esquece a atual conjuntura e a sua imprevisibilidade, mas “continua a criar condições para fomentar a coesão social, a privilegiar e a incentivar o investimento público e privado, a incrementar a competitividade das empresas regionais e a alavancar positivamente a economia”.

“Sabemos que ainda há incertezas, dúvidas e dificuldades, mas também sabemos que, mais uma vez, vamos conseguir superar estes graves desafios”, enfatizou.

O deputado único do PCP, Ricardo Lume considerou ser “com grandes dúvidas que a proposta pode ser aprovada”, apontando que os quadros das previsões entre 2023 e 2026 “estão em branco” e “de previsibilidade não tem nada”.

Pelo JPP, Élvio Sousa argumentou que o “documento mostra que a dúvida global em 2022 é superior em 80 milhões de euros – passou de 5.410 milhões de euros para 5.490 [junho de 2022]” e evidencia “um quadro deficitário de 210 milhões de euros”.

O deputado do Juntos Pelo Povo defendeu que, “numa conjuntura difícil”, é necessário encontrar medidas, nomeadamente de combate à inflação, para fazer face ao aumento dos custos de habitação e de redução progressiva de impostos.

Por seu turno, o PS, o maior partido da oposição (ocupa 19 dos 47 lugares no hemiciclo) contestou o argumento de “grau de certeza” invocado pelo Governo Regional na proposta face à atual conjuntura, com os efeitos da guerra na Ucrânia, considerando que tem uma perspetiva ultrapassada baseada “no último trimestre de 2021”, com a inflação na ordem dos 0,9%, quando “em 2022 é muito superior”.

A proposta de decreto legislativo regional vai ser votada no plenário de quinta-feira.


PUB

O Instituto de Segurança Social dos Açores (ISSA) instaurou um processo de averiguação às suspeitas de maus tratos na creche Arco Íris, valência da Casa do Povo das Lajes das Flores, confirmou o Conselho Diretivo da entidade, em resposta escrita ao jornal Açoriano Oriental.