Gás natural é "negócio de sucesso"


 

Lusa / AO online   Economia   21 de Nov de 2007, 16:51

O gás natural é actualmente um "negócio de sucesso" em Portugal, com um volume de vendas de 3,9 mil milhões de metros cúbicos, que "nasceu do nada" e no espaço de 10 anos, atingiu uma rede de 9.000 quilómetros.
Desde que, em Abril de 1997, o gás natural chegou ao primeiro cliente em Portugal, na região de Pombal, até aos actuais 800 mil clientes, foi um "longo caminho", no qual "tudo teve de ser edificado do nada, desde a formação dos trabalhadores à construção física das instalações", como referiu hoje o presidente executivo da Galp Energia.

Na cerimónia de comemoração do 10º aniversário da chegada do gás natural a Portugal, que hoje decorreu em Mafra, para assinalar também a recente chegada ao concelho, Ferreira de Oliveira destacou o "empenho" das três instituições fundadoras do projecto: a Petrogal, a Transgás e a Gás de Portugal (GDP).

Para Ferreira de Oliveira, "a Galp Energia é a herdeira do empenho destas três instituições", que construíram as infra-estruturas, de alta a baixa pressão e criaram o mercado de gás natural em Portugal.

O primeiro cliente industrial de gás natural foi a construtora automóvel Autoeuropa, em Palmela, em Maio de 1997.

A empresa responsável pela construção das infra-estruturas de alta pressão, a Transgás, foi constituída em 1993, no mesmo ano em que assinou o contrato de concessão com o Estado português, que abrangia a importação, transporte, armazenagem e fornecimento de gás natural.

O contrato implicava a construção de gasodutos de abastecimento a partir da Argélia, com a travessia de Marrocos, do estreito de Gibraltar e de território espanhol até Campomaior, onde ficou a primeira estação de recepção de gás natural em território português, e que foi concluído em 1996.

O projecto implicou ainda a construção em território nacional de mais de 1.200 gasodutos de pressão para transporte de gás natural, de um terminal de regaseificação em Sines para a entrada de gás natural liquefeito e de uma armazenagem subterrânea, localizada perto de Pombal, com capacidade para 150 milhões de metros cúbicos.

Em 2005, o governo decidiu autonomizar os activos regulados de gás natural e operacionalizar a sua junção à empresa operadora da rede de transporte de electricidade, a REN, à qual a Galp Energia alienou, em Setembro de 2006, o terminal de regaseificação de Sines, a rede de gasodutos de alta pressão em território nacional e três cavernas de armazenagem subterrânea.

O desenvolvimento das infra-estruturas de média e baixa pressão foi realizado pelas diversas distribuidoras regionais de gás natural criadas entre 1990 e 1999, Beiragás, Lisboagás, Lusitaniagás, Setgás e Tagusgás, que abrangem as principais cidades do país.

No exercício de 2006, a Galp Energia contabilizou um volume de vendas de gás natural de 4,6 mil milhões de metros cúbicos, dos quais 3,9 foram vendidos no mercado português.

Além da Argélia, através de gasoduto, o aprovisionamento à Galp Energia é ainda assegurado pela Nigéria, por via marítima e, a partir de 2013, também pela mesma via, pela Venezuela, depois do acordo firmado na terça-feira à noite.

Os contratos de fornecimento de longo prazo da Argélia e da Nigéria garantiram 4,6 milhões de metros cúbicos de gás natural.
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