Fundação Gulbenkian apoia 28 projetos de integração de imigrantes com 2,5 ME

A Fundação Calouste Gulbenkian vai apoiar 28 projetos da sociedade civil dedicados à integração de imigrantes em Portugal, a maioria na Grande Lisboa e Oeste, com um orçamento de 2,5 milhões de euros, anunciou em comunicado



O concurso lançado para apoiar, ao longo de 12 a 18 meses, projetos de promoção da integração de imigrantes com o envolvimento ativo das comunidades de acolhimento recebeu 286 candidaturas de entidades sediadas em 73 concelhos, tendo um júri externo selecionado 16 projetos na Grande Lisboa e Oeste, seis no Norte, três no Alentejo, dois no Centro e um no Algarve.

Entre os projetos escolhidos há iniciativas ligadas à aprendizagem da língua e da cultura portuguesa, à inserção no mercado de trabalho, ao acesso à saúde, à habitação, ao apoio jurídico e à mediação intercultural.

Dessas iniciativas encontram-se respostas itinerantes em territórios agrícolas, unidades móveis de atendimento, plataformas digitais multilingues, programas de capacitação profissional, iniciativas de habitação acessível e ações dirigidas a mulheres, jovens e famílias migrantes em situação de vulnerabilidade.

No comunicado, a Fundação Calouste Gulbenkian enalteceu que a iniciativa surge num contexto em que o número de estrangeiros residentes em Portugal mais que duplicou, desde 2021, e que em 2025 mais de 1,5 milhões de estrangeiros residiam no país, representando 14,5% da população residente.

A Fundação fez uma parceria com a Ordem dos Advogados com o objetivo de apoiar projetos que preveem acompanhamento jurídico de proximidade, estando prevista a criação de uma bolsa de advogados por área geográfica para apoio jurídico aos migrantes e, dentro dos limites definidos no projeto, a portugueses em situação de vulnerabilidade.


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Jaime Vieira, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, afirmou ao Açoriano Oriental que a autarquia não decidirá sobre uma eventual transferência da EB1/JI Foros para a nova escola da Gaspar Frutuoso, uma vez que “não tem competência nem legitimidade para abrir ou encerrar estabelecimentos de ensino”