PS/Açores quer explicações sobre obra da variante às Capelas em São Miguel

O PS/Açores pediu explicações ao Governo Regional sobre a variante às Capelas, em São Miguel, alertando que uma “parte significativa” da obra de 45 milhões de euros “continua por concluir”, com impactos para a população



Numa nota de imprensa, o maior partido da oposição nos Açores avança ter submetido um requerimento na Assembleia Regional a questionar o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) sobre o “calendário previsto para a conclusão do troço remanescente, as fontes de financiamento disponíveis, os trabalhos que permanecem por executar e a situação dos processos indemnizatórios associados às expropriações”.

O PS/Açores avisou que a “conclusão integral” daquela estrada “deve continuar a ser uma prioridade” porque a abertura ao trânsito de parte do troço (até à zona do Rossio na freguesia das Capelas) “não resolve os problemas que persistem na freguesia de Santo António”.

“Foi-nos dito que a variante ficará concluída a 31 de agosto, mas apenas até ao Rossio das Capelas. A questão que se coloca é simples: durante quanto tempo ficará Santo António esquecido?”, questionou a deputada do PS no parlamento açoriano Patrícia Miranda, citada no comunicado, após visitar as obras da variante.

A socialista destacou que uma “parte significativa da intervenção continua por concluir, apesar da abertura ao trânsito anunciada para agosto”, uma situação com impactos para a população local e para os proprietários cujos terrenos foram expropriados para a construção da estrada.

“Estamos a falar de agricultores que ficaram sem as suas terras, de proprietários que muitos ainda não receberam as suas expropriações e que agora ficam na incerteza sobre se a obra ficará concluída e durante quantos anos permanecerá no estado em que se encontra”, afirmou.

Patrícia Miranda salientou também que continuam por “esclarecer questões relacionadas com a estabilização de taludes, recuperação de áreas intervencionadas e impactos que a manutenção prolongada da obra tem causado junto de proprietários e agricultores”.

“Quem vive e trabalha em Santo António tem o direito de saber quando ficará concluída a totalidade da obra e quais as garantias de que os trabalhos em falta não ficarão dependentes de financiamentos futuros ainda por assegurar”, reforçou a socialista.

A 13 de junho, o Governo dos Açores considerou que a variante às Capelas, atualmente em construção na ilha de São Miguel, num investimento superior a 45 milhões de euros, é “um instrumento de coesão social e territorial”.

A variante, considerada pelo executivo açoriano como “uma das mais relevantes infraestruturas rodoviárias atualmente em desenvolvimento na ilha de São Miguel”, representa um investimento superior a 45 milhões de euros, financiado maioritariamente pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A nova via, que tem uma extensão aproximada de 8,3 quilómetros, acrescida de uma ligação adicional de 1,4 quilómetros à vila das Capelas, no concelho de Ponta Delgada, foi concebida para ligar de forma mais eficiente a vertente norte à zona sul da ilha, garantindo uma conexão mais direta entre o noroeste de São Miguel e o principal centro urbano (Ponta Delgada).

Em janeiro, o Governo dos Açores referiu que a nova via rodoviária da ilha de São Miguel deverá estar concluída em setembro.


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