Açoriano Oriental
Francisco Rodrigues dos Santos manifesta “confiança inabalável” nos deputados do CDS-PP

O líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, afirmou ter uma "confiança inabalável em todos os deputados" que representam o partido na Assembleia da República, e remeteu para mais tarde a questão da liderança da bancada.

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Foto: TIAGO PETINGA/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

"Tenho uma confiança inabalável em todos os deputados no CDS. No CDS não existem Joacines, existe um grupo de pessoas que partilham dos mesmos valores, estão sintonizados na mensagem que querem passar para o país", salientou o novo presidente dos centristas no final de uma audiência no Palácio de Belém, numa alusão à crise instalada entre o partido Livre e a sua única parlamentar.

A nova direção do CDS-PP, eleita no domingo pelo 28.ºcongresso nacional do partido, foi hoje recebida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Francisco Rodrigues dos Santos chegou ao Palácio de Belém, em Lisboa, acompanhado pela líder parlamentar, Cecília Meireles, e pelos vice-presidentes Filipe Lobo d'Ávila, Miguel Barbosa e Artur Lima, que é também presidente do CDS/Açores.

"Eu conto com todos os deputados do CDS, achamos que o grupo parlamentar é um instrumento de ação política fundamental à vida do partido", assinalou o presidente do CDS, apontando que depois da discussão do Orçamento do Estado para este ano, a bancada e a direção vão voltar a reunir-se.

"Depois de atravessado este período, iremos uma vez mais dialogar com a nossa bancada para definirmos estratégias para o futuro e acertarmos agulhas quanto ao trabalho conjunto que teremos que desenvolver", adiantou Rodrigues dos Santos, quando questionado sobre o futuro da liderança do grupo parlamentar.

Defendendo que “é fundamental para o CDS falar a uma só voz, ter uma mensagem unívoca e estar absolutamente alinhado face aos desafios que estão pela frente”, o presidente democrata-cristão mostrou-se “absolutamente convencido de que será possível” trabalhar “com todos, construir pontes de diálogo e não erguer muros”, salientando que “o CDS está unido”.

“Vamos certamente desenvolver todas as sinergias e um trabalho de cooperação vital para que o CDS tenha uma estratégia concertada que possa ser vertida no nosso trabalho parlamentar”, frisou Rodrigues dos Santos, que não aceitou responder a mais de três perguntas dos jornalistas.

A audiência foi uma oportunidade para a nova liderança cumprimentar o chefe de Estado e transmitir-lhe que o partido “deu uma fantástica prova de vida no último congresso realizado no passado fim de semana, o mais participado e concorrido da sua história em democracia”.

Segundo Francisco Rodrigues dos Santos, o Presidente da República “mostrou um grande entusiasmo sobre esta configuração atual do CDS, de um partido virado para o futuro, que quer entusiasmar os portugueses e preencher o espaço de liderança da direita em Portugal”.

A direção do partido informou também Marcelo Rebelo de Sousa de que “quer representar em Portugal uma lufada de ar fresco, um conjunto de personalidades renovada, para abrir um novo ciclo na política portuguesa que vai transmitir uma energia muito positiva aos eleitores e, Portugal, e certamente fazer com que os portugueses voltem a acreditar no CDS”.

O novo presidente dos centristas aproveitou igualmente para dar conta ao Presidente da República de algumas das propostas de alteração ao Orçamento do Estado que o CDS apresentou, tendo destacado “um alívio fiscal em Portugal para a classe média, sobretudo nos três primeiros escalões de IRS”.

O partido defende também a “redução da taxa de IRC para 19%”, isenções fiscais “para os rendimentos do trabalho em férias escolares”, e a manutenção da isenção de IMI para idosos que “forem viver com as suas famílias”, a garantia de uma “primeira consulta especializada para todos os portugueses”, bem como a “liberdade de escolha” das famílias quanto ao estabelecimento de ensino das crianças.

“Do ponto de vista do IVA, defendemos uma isenção fiscal para rendimentos anuais de comerciante de prestadores de serviços até os 15 mil euros e, no que diz respeito às nossas forças de segurança, defendemos a admissão de 2.500 novos quadros para as policiais”, elencou Rodrigues dos Santos.

Aos jornalistas, o líder do CDS assinalou ainda que o próximo desafio eleitoral são as eleições regionais nos Açores, uma oportunidade para o partido “mostrar uma vez mais que está determinado, com confiança, com possibilidades de crescer”.


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