Liga dos Campeões

FC Porto vence e está a dois pontos da qualificação

FC Porto vence e está a dois pontos da qualificação

 

Lusa/AO   Futebol   6 de Nov de 2007, 20:51

Um soberbo golo de Tarik e um cabeceamento eficaz de Lisandro colocaram o FC Porto na liderança do Grupo A da Liga dos Campeões em futebol.
Um soberbo golo de Tarik e um cabeceamento eficaz de Lisandro colocaram o FC Porto na liderança do Grupo A da Liga dos Campeões em futebol, após triunfo em casa sobre o Marselha por 2-1, na quarta jornada.
Agora com oito pontos e apenas a dois do apuramento para os oitavops-de-final, o FC Porto, ainda assim, apenas acordou na segunda parte, depois de Niang ter igualado aos 47 minutos.
Os "azuis-e-brancos", que em Marselha (1-1) tinham demonstrado mais qualidade que os franceses, sentiram hoje mais dificuldade, num jogo que fica para a história pelo golo de Tarik que "decidiu", aos 27 minutos, sair do seu meio-campo, fintar vários adversários e inaugurar o marcador.
Lisandro, aos 78, fez o golo do "descanso" e deixou o FC Porto a precisar de dois empates ou uma vitória em quelquer um dos jogos que lhe restam - em Inglaterra, com o Liverpool, que hoje goleou o Besiktas, por 8-0, ou com a equipa turca, em casa, na última jornada - para garantir os oitavos-de-final da Liga "milionária".
Na primeira vitória em casa nesta época da Champions (tinha empatado 1-1 com o Liverpool), o FC Porto consegue também impor ao Marselha a primeira derrota, mantendo-se igualmente sem derrotas nesta época, excepção feita ao desaire na Supertaça ante o Sporting (1-0).
Sem Lucho Gonzalez, lesionado, o treinador do FC Porto lançou Marek Cech para o meio-campo "de" Paulo Assunção e Raul Meireles, voltando a apostar em Tarik Sektioui e Quaresma para o apoio ao outra vez ponta-de-lança Lisandro Lopez.
Na defesa, Jesualdo Ferreira pôde já chamar Bosingwa, deixou a zona central para Stepanov e Bruno Alves e ainda escalonou Fucile para a lateral esquerda, mantendo Helton na baliza.
Do lado do Marselha, Erik Gerets desenhou uma estratégia em 4-2-3-1, com Mandanda na baliza, uma defesa com Bonnart, Givet, Rodriguez e Taiwo, um meio-campo defensivo com M'Bami e Cana, deixando Valbuena, Nasri e Ayew no apoio a Niang.
Consciente da importância do encontro com os franceses, a equipa portuguesa procurou o golo logo na primeira jogada, com Quaresma a marcar um livre e Bruno Alves a enviar por cima com o pé esquerdo.
O Marselha ripostou aos quatro minutos, num excelente trabalho individual de Cana travado pela defesa à figura de Helton, começando então a dominar a maioria do jogo e colocando os adeptos do FC Porto cada vez mais nervosos.
Ainda assim, os fervorosos adeptos portistas rapidamente esqueceram a falta de timidez dos marselheses e prestaram enorme tributo ao marroquino Tarik que, aos 27 minutos, fintou "meia equipa" e, depois de ultrapassar com mestria o guarda-redes Mandanda, atirou calmamente para o soberbo golo inaugural da partida.
Os "azuis-e-brancos" cresceram com a excelência de Tarik, chegaram a partir daqui com mais frequência à baliza adversária, mas seria Mamadou Niang a fechar a primeira parte com perigo, num remate às malhas laterais de Helton, aos 44 minutos.
No recomeço da segunda parte, aos 47 minutos, Niang aproveitou a desatenção defensiva dos campeões portugueses e cabeceou sem hipóteses para Helton, igualando a partida e voltando a colocar a pressão para o lado do Dragão.
Aos 56 minutos, Cana cabeceou ligeiramente ao lado, Jesualdo apostou em Hélder Postiga para o lugar de Marek Cech pouco depois (59) e abriu a frente de ataque, respondendo Gerets com a chamada de Cissé para o lugar do autor do golo francês (63).
Bolatti, aos 68 minutos, ocupou o lugar do lesionado Raul Meireles e, aos 71, já depois de Bruno Alves ter enviado ao lado, Lisandro Lopez fez a bola raspar na barra, após novo cruzamento de Quaresma.
Melhor nesta altura, o FC Porto viria então a selar o resultado final aos 78 minutos, com Lisandro, de cabeça, a dar melhor seguimento a um cruzamento perfeito de Quaresma da direita. Fucile, aos 83 minutos, rematou para defesa espectacular de Mandanda e, aos 88, Mariano Gonzalez entrou e permitiu que Tarik recebesse o aplauso da noite.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.