Durão diz que "não há desculpas" para não fechar o novo Tratato Europeu

Durão diz que "não há desculpas"  para não fechar o novo Tratato Europeu

 

Lusa/AO online   Nacional   17 de Out de 2007, 12:01

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, instou  os líderes europeus a "honrarem os seus compromissos" e disse que "não há desculpas" para não chegarem a acordo sobre o novo Tratado europeu na Cimeira de Lisboa.
      "Apelo aos chefes de Estado e de Governo que honrem os compromissos feitos em Junho (na Cimeira de Bruxelas). Não há razões e não há desculpas para não se chegar a um acordo em Lisboa", declarou José Manuel Durão Barroso, que manifestou ainda "plena confiança" na forma como a presidência portuguesa irá gerir as derradeiras questões ainda em aberto.

    O presidente do executivo comunitário falava numa conferência de imprensa na sede da Comissão, em Bruxelas, antes de seguir viagem para Lisboa, onde quinta e sexta-feira se realiza a cimeira informal na qual a presidência portuguesa pretende "fechar" um acordo sobre o Tratado Reformador, para ser assinado até final do ano.

    Admitindo que ainda existem problemas por resolver, Durão Barroso manifestou-se optimista quanto às derradeiras negociações que terão lugar em Lisboa, afirmando que, pelos contactos mantidos com as diversas capitais europeias e a presidência portuguesa, acredita que "ninguém está interessado num fracasso" e "todos vão a Lisboa com um espírito de compromisso numa solução".

    Questionado em concreto sobre as questões ainda em aberto, Barroso afirmou-se esperançado em que serão encontradas soluções para todas elas, e referindo-se designadamente à ameaça de um veto da Itália, devido à oposição de Roma à distribuição de lugares no Parlamento Europeu, disse não acreditar que tal aconteça.

    "Não acredito que um país como a Itália, que esteve sempre na linha da frente da integração europeia, e onde as nossas leis comunitárias nasceram (com o Tratado de Roma), bloqueie o Tratado" devido à questão dos assentos no Parlamento, afirmou.

    Lembrando que a questão institucional é um debate que já se arrasta há seis anos, o presidente da Comissão sublinhou uma vez mais que é tempo de a Europa "seguir em frente".

    "Temos de pôr fim a este debate institucional. Não podemos gastar todo o nosso tempo a discutir instituições", disse, afirmando que um acordo sobre o Tratado permitirá à UE concentrar-se noutros desafios, como a "resposta à globalização", que apontou como o outro "assunto crucial" na agenda da Cimeira de Lisboa.

    A Cimeira informal de chefes de Estado e de Governo dos 27 tem início quinta-feira ao final da tarde no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, e a presidência portuguesa conta resolver até sexta-feira as questões ainda em aberto sobre a redacção do novo Tratado europeu e "fechar" um acordo.

    A aprovação em Lisboa do futuro Tratado e a sua posterior assinatura formal até ao final do ano, também na capital portuguesa, foi assumida como "a prioridade das prioridades" da actual presidência portuguesa do bloco europeu dos 27, que termina a 31 de Dezembro próximo.

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