Alicates e x-actos auxiliam jovens nos furtos em lojas

 Alicates e x-actos auxiliam jovens nos furtos em lojas

 

Luísa Couto   Regional   25 de Nov de 2007, 11:30

Lojistas do Parque Atlântico queixam-se do aumento de furtos perpetrados por jovens com idades
compreendidas entre 11 e 15 anos, que recorrem a alicates e x-actos para se livrarem dos alarmes

 

Deixaram de ser um impedimento para os amigos do alheio os alarmes de segurança colocados em muitos artigos das lojas do centro comercial Parque Atlântico. Com o auxílio de alicates, x-actos e tesouras, o dispositivo de segurança é retirado da roupa, evitando assim a activação do alarme à saída da loja com os artigos roubados.
Mas o mais preocupante nesta situação é o facto da autoria destes “esquemas de furto” pertencer a jovens com idades compreendidas entre 11 e 15 anos. São, na sua maioria, raparigas e o alvo preferencial são as lojas de pronto-a-vestir, com destaque para lojas como a Stradivarius, Berska, Zara, Mango e Pull and Bear. Ao que o Açoriano Oriental apurou junto de vários responsáveis de loja da maior superfície comercial dos Açores, esta tendência tem vindo, nos últimos tempos, a ganhar maior expressão o que preocupa seriamente os lojistas.
“Se se contabilizar o número de casos em que os autores dos furtos foram apanhados em flagrante, temos a perfeita noção do aumento de furtos e do perfil de quem os leva a cabo. Quando não são apanhados, basta no final da noite, durante a arrumação da loja, contar o número de alarmes que são encontrados soltos e também danificados”, explica uma das responsáveis de loja.
Explicam as lojistas que tudo acontece nos provadores. As peças pretendidas são levadas para prova para aí, com recurso a alicates ou outros objectos cortantes, trazidos nas mochilas escolares, libertar o artigo do alarme. As peças são depois colocadas dentro das mochilas ao passo que os alarmes são depositados em bolsos de calças e casacos e até dentro de calçado. Existem ainda outros casos em que, mesmo com a presença de alarme interno, os jovens vestem as peças por debaixo da roupa e, ao saírem, mesmo que o dispositivo de segurança dispare, o lojista não poderá abordar o indivíduo se não existirem indícios concretos de que houve furto. Atendendo ao volume são, em regra, são t-shirts e top o tipo de peças mais furtadas.Mas não se pense que os furtos acontecem só em lojas com provadores.Mesmo em espaços mais pequenos, por exemplo, nas lojas de acessórios, a perícia de quem pretende “levar sem pagar” quase consegue fazer milagres. Explicam as lojistas que tudo deverá acontecer em fracções de segundo: arrancam o artigos dos cartões durante a mais pequena distracção da empregada. Sair com a peça depois será fácil até porque o alarme permanece na loja. Facto é que nem sempre estas “manobras” revelam êxito e, nos últimos meses, as lojistas do Parque Atlântico têm interceptado muitas jovens com artigos roubados. O caso raramente chega às escolas porque, nestas situações, apesar de se encontrarem em período lectivo, são os pais que são chamados à loja para lhes ser apresentada a situação, acabando estes por ter de pagar os artigos furtados.Explicam os lojistas que, na maioria das siuações, os autores dos furtos até pertencem a agregados familiares com algum poder de compra.
A administração do Parque Atlântico admite o conhecimento destes furtos e desconhece qualquer situação que fuja a indicadores normais.

* Leia mais sobre este tema na edição impressa do Açoriano Oriental de domingo, 25 de Novembro de 2007


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