"A viagem do elefante" à frente dos mais procurados no Natal

"A viagem do elefante" à frente dos mais procurados no Natal

 

Lusa/AO Online   Nacional   23 de Dez de 2008, 16:01

Contra o vento, a chuva e a neve dos dias que correm, o elefante Salomão de Saramago prossegue a sua viagem sem contendores à altura - no terreno ficcional que é o dele e no das livrarias de Lisboa.

  A acreditar no testemunho dos livreiros de pequenas e médias livrarias e nos tops das grandes superfícies lisboetas, "A viagem de elefante", de José Saramago, está a fazer entrar dinheiro a bom ritmo nas caixas registadoras.

    A quadra, na síntese de um desses livreiros, "está a ajudar". Mas nem todos "embandeiram em arco": é verdade que as compras de Natal incluem livros, mas..."a crise sente-se", clientes que antes, por esta altura, "levavam seis, dez livros para oferecer, hoje levam três, quatro, não mais".

    Na linha da frente, "A viagem do elefante", da Editorial Caminho, tem sido nos últimos dias um dos livros mais procurados. Aconteceu assim em livrarias como a Bertrand, a Portugal e a Fnac do Chiado, a Pó dos Livros, a Almedina Atrium Saldanha, entre outras.

    Com assinatura portuguesa, e ainda no âmbito da ficção, foram também referidos no lote dos "bem vendidos" "A vida num sopro", de José Rodrigues dos Santos, edição da Gradiva, e "O senhor Breton e a entrevista", de Gonçalo M. Tavares, da Caminho.

    Também portugueses e com boa saída - a demonstrar que nem só de ficções se "alimentam" os leitores de Lisboa - surgem na lista "A razão dos avós", de Daniel Sampaio, da Caminho, "Jogos africanos", de Jaime Nogueira Pinto, da Esfera dos Livros, "Os amantes dos reis de Portugal", de Joana Troni, Paula Lourenço e Ana Cristina Pereira.

    Somam-se a estes, dois outros títulos de não-ficção: "Catarina de Bragança", de Isabel Stilwell (Esfera dos Livros) e "A espuma do tempo - Memórias do Tempo de vésperas", de Adriano Moreira (Almedina).

    De lavra estrangeira, apenas um título de ficção foi apontado:"O fantasma sai de cena", de Philip Roth, das Publicações Dom Quixote.

    Fora da ficção, é maior o número de citações em língua não-portuguesa:"A grande guerra pela civilização - a conquista do Médio Oriente", de Robert Fisk (Edições 70), "Quente, plano e cheio - Porque precisamos de uma revolução verde", de Thomas L. Friedman (Actual Editora) e "Uma ideia da Índia", de Alberto Moravia (Tinta da China).

    Excepção nesta regra, porque lhe é inescapável sê-lo - só vende livros de poesia - a recém-aberta livraria Poesia Incompleta tem à cabeça dos mais vendidos "Cirrose", de Miguel Martins, edição da Fenda. Também a sair bem estão o número 11 da "Telhados de vidro", da Averno, e a Antologia de Henri Michaux, da Relógio d´Água.

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