Eleições

Votação em Angola arranca com relatos de atrasos

Votação em Angola arranca com relatos de atrasos

 

Lusa/AO online   Internacional   5 de Set de 2008, 11:33

As eleições legislativas angolanas, as primeiras desde 1992, arrancaram esta sexta-feira com atrasos na abertura das urnas, sobretudo em Luanda, com relatos de desorganização, falta de cadernos eleitorais e dificuldades na acreditação dos membros das mesas de voto.
A chefe da missão de observação da União Europeia às eleições, a italiana Luisa Morgantini, vice-presidente do Parlamento Europeu, afirmou cerca de duas horas depois da hora marcada para abertura das mesas de voto em todo o país (7:00) que a organização nas assembleias de voto que visitou em Luanda (Cacuaco e Boavista) era "um desastre, péssima".

    Nas mesas visitadas, em duas importantes zonas residenciais, nada estava preparado e faltavam cadernos eleitorais para que pudesse ser confirmada a identidade dos votantes, segundo disse.

    Também Isaías Samakuva, líder da UNITA, principal partido da oposição, afirmou à Lusa momentos após votar no Bairro de Maianga (Luanda) que o processo eleitoral em Luanda estava a decorrer "com grande confusão".

    “Há muitas assembleias de voto que não estão a funcionar, faltam cadernos eleitorais, algumas não estão sequer instaladas, delegados de lista foram rejeitados, alguns receberam credenciais falsas, com números de código de assembleias que não existem”, afirmou.

    Questionado sobre se a situação coloca em causa a credibilidade do processo eleitoral, respondeu que a votação "é inaceitável" se as coisas continuarem assim.

    Luanda concentra cerca de um terço dos 8,3 milhões de eleitores inscritos para a votação de hoje.

    O Presidente angolano e líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, votou às 08:35 locais (mesma hora em Lisboa) na Cidade Alta, em Luanda, acompanhado da mulher, Ana Paula dos Santos.

    Em declarações exclusivas à Televisão Popular de Angola (TPA), momentos após ter votado em Luanda, Eduardo dos Santos salientou que o dia de hoje constitui um "momento político e histórico muito importante" para o país.

    "Este é um momento político muito importante e histórico para Angola. O mais importante para todos será que Angola saia vencedora desta grande competição para a consolidação da democracia", sublinhou José Eduardo dos Santos.

    Em todo o país os eleitores terão começado a afluir às assembleias de voto logo às primeiras horas da madrugada.

    A situação é aparentemente mais fluída fora de Luanda, embora a União Europeia, tal como a UNITA, fale de "pequenos problemas" pontuais.

    A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Angola admitiu "atrasos ligeiros" na abertura de assembleias de voto, sobretudo em Luanda, que atribuiu a dificuldades na acreditação dos respectivos membros das mesas.

    O porta-voz da CNE, Adão e Silva, apelou para a paciência dos eleitores face aos atrasos registados e assegurou que as assembleias fecharão só "depois de o último eleitor votar", adiantando que um eventual prolongamento da votação será decidido após uma primeira avaliação da situação.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.