Turismo interno cresceu de 22 para 32% em 3 anos mas é baixo


 

Lusa/Ao online   Nacional   5 de Dez de 2007, 05:19

O turismo interno em Portugal cresceu de 22 por cento para 32 por cento nos últimos três anos, segundo um estudo da associação das Regiões de Turismo.
O presidente da Associação Nacional das Regiões de Turismo (ANRET), Miguel Sousinha, referiu que o estudo pretende definir o perfil do turista português que escolhe Portugal para passear ou passar férias.

    O trabalho, a ser apresentado em Janeiro, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), “é essencial para conhecer os consumidores”.

    Entre os objectivos do trabalho está a obtenção de elementos base para poder decidir que eventos promover e qual a melhor conjugação de oferta, entre hotéis ou animação, para elaborar um produto que corresponda às expectativas do consumidor português.

    Miguel Sousinha falava na terça-feira, no final do dia, no painel “Promover Portugal”, no XXXIII Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre até quinta-feira em Búzios, no Estado brasileiro do Rio de Janeiro.

    O presidente da ANRET considerou que o peso de 32 por cento do mercado interno no total do turismo é baixo e comparou com os valores de França, com 66 por cento, ou de Espanha, com 48 por cento.

    O responsável referiu alguns pontos “fracos” que constam das conclusões do estudo como a marginalização do turismo interno face ao conjunto do sector, a falta de um plano estratégico para o turismo interno, o desconhecimento total do mercado, a situação económica do país e a carência em infra-estruturas, como a sinalética.

    Resultado de 2.600 inquéritos a portugueses, o estudo vai permitir equacionar um conjunto de propostas visando o mercado interno.

    Por outro lado, a caracterização do mercado pode dar origem a uma maior participação no planeamento e na apresentação de soluções para melhorar a promoção turística.

    A propósito da promoção, Miguel Sousinha referiu que as Regiões de Turismo já entregaram no Turismo de Portugal os planos e orçamentos para 2008 na Secretaria de Estado.

    O facto de a alteração da lei das Regiões de Turismo ainda não ter sido resolvida não impede a actividade “normal” destas entidades, como salientou.

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