A CGTP-IN/Açores criticou o Governo Regional pela falta de resposta às solicitações sindicais em 2025. Entre os temas em causa estavam a apresentação do Caderno Reivindicativo dos Trabalhadores Açorianos e a discussão sobre os processos de privatização de empresas públicas regionais.
Rui Teixeira, coordenador da CGTP-IN/Açores, afirmou aos jornalistas, na sede da associação sindical, que “o silêncio do Governo Regional revela que prefere manter-se à margem e em cima do muro, em vez de tomar partido pelos Açores”.
O dirigente sindical sublinhou que a região precisava de uma posição clara e favorável aos interesses dos açorianos, sobretudo numa altura em que se discute o pacote laboral apresentado pelo Governo da República, considerado um retrocesso para os direitos laborais.
Apesar da ausência de respostas do Governo Regional dos Açores, a CGTP-IN/Açores mantém-se ativa e prepara novas formas de pressão este ano. No dia 13 de janeiro será entregue ao Primeiro-Ministro o abaixo-assinado contra o pacote laboral, recolhido pela CGTP-IN, e com milhares de assinaturas na região.
Caso o Governo da República não retire o pacote laboral, a CGTP-IN não exclui a realização de uma nova greve geral. Rui Teixeira explicou que esta ação, caso ocorra, terá expressão nacional, mas poderá incluir concentrações e manifestações nos Açores. “Não pomos de parte qualquer ação que se revele necessária”, afirmou Teixeira.
A CGTP-IN/Açores mantém-se disponível para diálogo com o Governo Regional sobre o caderno reivindicativo e a privatização de empresas públicas, mas alerta que quanto mais tarde se realizarem reuniões, menos sentido faz discutir medidas urgentes para a região.
“Não vamos alterar a nossa postura no futuro. Aquilo que é a CGTP-IN/Açores não mudou, apesar da indisponibilidade do Governo Regional, que esperamos seja apenas temporária. O nosso objetivo é que, daqui a 10 meses, ao apresentar o Caderno Reivindicativo para 2027, possamos afirmar que em 2026 houve diálogo com o Governo Regional”, concluiu.
