Pirataria

Tribunal do Mar da ONU não tem competência para julgar piratas

O presidente do Tribunal Internacional do Direito do Mar, o cabo-verdiano José Luís Jesus, afirmou esta sexta-feira que esta instância não tem competência para julgar casos de pirataria, negando declarações que lhe foram atribuídas quinta-feira por um jornal alemão.


"O Tribunal Internacional do Direito do Mar não tem competência, nos termos da Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar, para julgar piratas ou para julgar qualquer outra pessoa", disse o juiz José Luís Jesus, contactado telefonicamente pela Agência Lusa para Hamburgo.

"Se há uma disputa entre Estados que diga respeito a matéria coberta pela Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar, os Estados podem trazer essa disputa à consideração do tribunal. Mas não julgar piratas. Julgar piratas é uma questão criminal e nós não somos um tribunal criminal", acrescentou.

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Jaime Vieira, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, afirmou ao Açoriano Oriental que a autarquia não decidirá sobre uma eventual transferência da EB1/JI Foros para a nova escola da Gaspar Frutuoso, uma vez que “não tem competência nem legitimidade para abrir ou encerrar estabelecimentos de ensino”