Açoriano Oriental
Tiago Lopes espera que saúde pública “não seja desconsiderada” com situação política

O responsável máximo da Autoridade de Saúde dos Açores afirmou esperar “que a saúde pública não seja desconsiderada no meio" da "conturbada discussão” política na região, que mantém 11 cadeias de transmissão de covid-19.

Tiago Lopes espera que saúde pública “não seja desconsiderada” com situação política

Autor: Lusa/AO online


“Espero bem que a saúde pública não seja desconsiderada no meio de toda esta conturbada discussão relativamente à formação de novo Governo e formação do novo elenco da Assembleia Regional”, afirmou hoje Tiago Lopes, que é também diretor regional da Saúde dos Açores.

Em conferência de imprensa realizada hoje, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, o recém-eleito deputado socialista respondeu aos jornalistas dizendo que é “com alguma preocupação” que assiste “àquilo que têm sido os últimos desenvolvimentos”, esclarecendo que espera um “trabalho de continuidade” para que se consiga “manter" o que existe neste momento, referindo-se ao facto de os Açores serem "a região do país com menos casos ativos”.

Estas declarações surgem no dia em que o representante da República começou a ouvir os partidos, depois das eleições de 25 de outubro, em que o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta que detinha há 20 anos.

O PSD, o CDS-PP e o PPM já anunciaram um acordo para a formação de Governo e o Chega e a Iniciativa Liberal já adiantaram que estão dispostos a apoiar o projeto de direita.

Os Açores contam agora 121 casos ativos dos quais 95 em São Miguel, 15 na Terceira, um na Graciosa, seis no Pico, dois no Faial, um em Santa Maria e um na ilha das Flores.

Segundo adiantou o diretor regional da Saúde, há 11 cadeias de transmissão ativas – duas na Terceira, uma no Pico e oito em São Miguel –, sendo que, exceto ”dois casos mais recentes em São Miguel (…), todas as outras têm histórico apurado”.

Tiago Lopes defendeu ainda que “a declaração do estado de emergência [a nível nacional] já tarda”, acrescentando que, “se já tivesse sido declarado há mais tempo, e se os nossos congéneres a nível continental tivessem outra capacidade e outro raio de atuação, a Região Autónoma da Madeira e a Região Autónoma dos Açores sairiam beneficiadas”.

Segundo o diretor regional, a “promulgação e a publicação do estado de emergência em território nacional estará na base de um suposto enquadramento legal que viabilize e capacite as delegações de saúde e as autoridades de saúde concelhias para a sua intervenção”.

A conferência de imprensa promovida pela Autoridade de Saúde Regional dos Açores acontecia sensivelmente ao mesmo tempo em que a Assembleia da República aprovava, com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS-PP, a declaração do estado de emergência em território nacional, a partir de segunda-feira.

Com 121 casos ativos, os Açores somam 441 casos de covid-19 desde o início do surto na região.

Morreram 16 pessoas com infeção pelo novo coronavírus, todas em São Miguel, e 241 pessoas recuperaram.

Em Portugal, morreram 2.792 pessoas dos 166.900 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.


 
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