Presidência Portuguesa da União Europeia

Sócrates quer fronteira externa comum nos oceanos e mares da Europa

Sócrates quer fronteira externa comum nos oceanos e mares da Europa

 

Lusa / AO online   Economia   22 de Out de 2007, 11:31

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou esta segunda-feira que o desenvolvimento de uma política integrada marítima com benefícios económicos, ambientais e na segurança exige a concretização de uma fronteira externa comum nos mares e oceanos da União Europeia.
A posição do presidente em exercício da UE foi assumida na sessão de abertura da conferência de alto nível sobre política marítima europeia - iniciativa integrada na presidência portuguesa da UE.

    Antes do discurso do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o chefe do Governo português abriu a conferência, no Parque das Nações, frisando que as suas conclusões serão depois apresentadas na cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, em Dezembro, em Bruxelas.

    "Os riscos são hoje cada vez mais difusos e, por isso, temos de desenvolver sistemas de coordenação, de prevenção, de regulação e de preservação dos recursos marinhos. Só poderemos responder com eficácia a esta exigência se ordenarmos o território marítimo, gerirmos de forma integrada as zonas costeiras e construirmos uma fronteira externa comum", vincou o primeiro-ministro português na sua intervenção.

    Segundo José Sócrates, o desafio do desenvolvimento da dimensão marítima da UE é em primeiro lugar económico, já que se liga directamente com os transportes marítimos, com a actividade portuária, com a construção naval, com as pescas, o turismo, os recursos marinhos, a biotecnologia e com as energias renováveis.

    "Na UE estas actividades representam uma poderosa fatia da economia e, por isso, são factores de afirmação mundial do seu protagonismo económico, sendo, ao mesmo tempo, responsáveis por uma cadeia de empregos directos e indirectos", justificou.

    Após a componente económica, o primeiro-ministro evidenciou o desafio ambiental e climático colocado pelas políticas de integração marítimas da UE.

    "O mar tem uma importante função reguladora do clima e, por isso, a Europa lidera mundialmente o esforço de mitigação dos efeitos do aquecimento global, desenvolvendo projectos experimentais de injecção de CO2 no fundo do mar", apontou.

    Na sua intervenção, o presidente em exercício da UE defendeu depois a necessidade de um forte "investimento no conhecimento, na investigação e na inovação marinha".

    Na perspectiva do chefe do executivo de Lisboa, a biotecnologia marítima aplicada à saúde "apresenta um enorme potencial de desenvolvimento".

    "Mas importante será também a constituição de redes de observação, de gestão de dados e de investigação marinha para a gestão e preservação dos recursos marinhos e da biodiversidade", acrescentou.
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