Aquacultura

Sócrates: empreendimento de Mira é "um projecto especial"

Sócrates: empreendimento de Mira é "um projecto especial"

 

Lusa/AO online   Nacional   6 de Out de 2007, 19:02

O primeiro-ministro, José Sócrates, classificou hoje como um "projecto especial" o empreendimento de aquacultura a instalar em Mira, pelo seu impacto económico e pela inovação que trará ao sector em Portugal.

"Este projecto tem como consequência introduzir potencial num sector que há muito dele precisava", "dar um empurrão à aquacultura e à inteligência que está por detrás dos projectos inovadores e competitivos", sublinhou, ao intervir na sessão que assinalou o início das obras de um projecto orçado em 140 milhões de euros.
Dinamizado pelo grupo "Pescanova", o projecto "Acuinova" de Mira terá a sua primeira fase concluída em 2008, passando a produzir 7 mil toneladas/ano de pregado, o que o transformará no maior centro de produção daquela espécie no mundo.
Na opinião de José Sócrates, "haverá um antes e um depois deste projecto", pela dimensão do investimento, de conseguir duplicar a produção da aquícula em Portugal, pela inovação, inteligência aplicada, e pela sua vocação para a exportação (99 por cento da produção", para competir em mercados com "fortes padrões de competitividade".
"É também importante porque é um caso exemplar. Desde a apresentação do projecto ao Governo e hoje, início das obras, passaram 16 meses, o que revela o bom ambiente para os negócios que existe em Portugal", observou.
Na sua opinião, é também "um caso exemplar pelo rigor e exigência ambiental" apresentadas ao investidor, compatibilizando o projecto com "os mais elevados valores ambientais do país".
"Este é um projecto que está na vanguarda tecnológica da protecção ambiental", sublinhou, frisando não compreender as posturas da Quercus.
Confrontado com jornalistas, disse esperar que essa associação ambientalista avance com queixa para as instâncias comunitárias porque "os portugueses já compreenderam que quem não obtem ganho de causa na primeira vez vai para a justiça"
Para José Sócrates, quem assim contesta "não tem razão, porque a administração comportou-se de forma absolutamente impecável, quer no cumprimentos das normas legais, quer no cumprimentos das exigências das normas ambientais".
A terminar a sua intervenção, o primeiro-ministro congratulou-se que este projecto de impacto nacional, que é o da produção de pregado em Mira, seja dinamizado pela "Pescanova", um dos símbolos industriais da Galiza, o que vem reforçar a ligação a uma região que "é um orgulho para os portugueses".
Por seu turno, o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, ao enaltecer as virtualidades do projecto, frisou que o objectivo do Governo não passa por duplicar a produção aquícula em Portugal, mas quadruplica-la, atingindo as 28 mil toneladas/ano no termo do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
O membro do governo referiu-se ainda à questão ambiental, lembrando que a zona de dunas de implantação do projecto foi florestada com pinheiro bravo nos anos 30, e não abarca mais do que 1,5 por cento dessa espécie. Na zona, acrescentou, não existem espécies vegetais em risco.
Manuel Pinho, ministro da Economia e Inovação, salientou que este projecto, o maior de produção de pregado no mundo, revela que "está ao alcance dos portugueses liderar em alguns sectores", como também está a acontecer nas energias renováveis.
A finalizar, deixou um desafio aos empresários presentes, para que apresentem ao Governo outros projectos para a exploração dos recursos do mar.
Manuel Fernandez de Souza Faro, presidente da "Pescanova", sustentou que a aquacultura é uma indústria de futuro, limpa e compatível com o desenvolvimento sustentável. O empreendimento de Mira é a maior unidade no mundo de produção de peixes planos.
A "Acuinova", que em 2008 espera produzir 7 mil toneladas de pregado por ano, e numa segunda fase 10 mil toneladas/ano, prevê criar 200 postos de trabalho directos e mais 600 postos de trabalho indirectos.

   

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