Açoriano Oriental
Residentes nos Açores não terão de adiantar mais de 320 euros para viagens ao continente
O Governo dos Açores afirmou hoje que os residentes nas ilhas não terão de adiantar mais do que 320 euros quando comprarem viagens para o continente, ao abrigo do novo modelo das ligações aéreas.
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Foto: GaCS/JAR
Autor: Lusa/AO Online

O novo modelo, que estará em vigor em 2015, garante que os residentes nos Açores pagarão, no máximo, 134 euros pelas viagens ao continente e se a companhia aérea lhes cobrar mais do que isso, serão posteriormente reembolsados da diferença pela administração central.

Durante um debate no parlamento dos Açores, na Horta, o deputado do PCP, Aníbal Pires, lembrou que os residentes no arquipélago pagarão no máximo 134 euros apenas quando forem "ressarcidos", porque no momento de comprar a viagem podem ter de adiantar "500, 600 euros", questionando "até onde" poderá ir esse valor.

Na resposta, o secretário regional dos Transportes, Vítor Fraga, revelou que também aqui há garantia de um teto máximo, de 320 euros, para os residentes. Isto porque o novo modelo permite aos residentes em qualquer ilha escolher o aeroporto de saída do arquipélago e se a opção for por um dos que mantêm obrigações de serviço público (ou seja, onde as rotas ao continente não estarão liberalizadas), o valor máximo dos bilhetes, antes do reembolso, será 320 euros.

Só as ligações entre o continente e as ilhas de São Miguel e Terceira serão liberalizadas em 2015, ao abrigo do acordo assinado entre o Governo Regional e do República.

"Na Madeira há uma liberalização que não existe nos Açores, porque o grande pomo da discórdia foi sempre garantir que os açorianos, residentes e estudantes tinham o limite máximo [de 134 euros]. E até o Governo da República concordar e concretizar um compromisso nessa matéria, nós não cedemos", disse, por seu turno, o presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, que saudou o ministro da Economia, Pires de Lima, por ter percebido esta pretensão da região e desbloqueado o processo ao fim de três anos de negociações.

Partidos e executivo discutiam mais uma vez o novo modelo das ligações aéreas para o arquipélago e os motivos por que levou tanto tempo a conseguir um acordo com o Governo da República.

O PSD, através de Jorge Macedo, tinha de novo acusado o executivo regional de ter responsabilidade na demora, por, durante muito tempo, "não querer ouvir falar em liberalização", tendo sido a chegada de Pires de Lima (CDS-PP) e do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, ao Ministério da Economia que desbloqueou o processo.

Artur Lima, do CDS-PP, acabou por intervir no debate, para dizer que Sérgio Monteiro já era secretário de Estado antes de Pires de Lima ser ministro, sendo este o único interlocutor da região que mudou.

O plenário do parlamento dos Açores está esta semana a debater o Plano e Orçamento da região para 2015, tendo a análise das opções da Secretaria Regional dos Transportes e Turismo sido feita hoje.

Durante o debate, que foi dominado pela questão do transporte aéreo, Vítor Fraga disse estar "em fase de conclusão" a revisão do modelo das ligações inter-ilhas, aéreas e marítimas, que entrará em vigor em 2015.

O secretário regional disse, por outro lado, que até ao final deste ano será revista a Carta Regional das Obras Públicas, setor que também tutela, para refletir "a nova política de elegibilidade dos fundos comunitários".

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