Na conferência de imprensa no final da reunião de Conselho de Ministros, o ministro da Presidência detalhou a constituição desta equipa, que tinha sido anunciada minutos antes pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, através da rede social X.
De acordo com Leitão Amaro, "o envio será o mais rápido possível".
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Administração Interna, a Defesa Nacional e a Saúde estão agora com as suas entidades reunidas para preparar a deslocação de uma equipa, exatamente a partir do aeroporto, que se estima ser cerca de 50 pessoas, muito focadas nas capacidades de apoio ao resgate, envolvendo pessoas do INEM, equipas de resgate, equipas da Unidade de Emergência e Socorro da GNR, com capacidade e experiência já em cenários semelhantes como, por exemplo, os terremotos na Turquia”, disse.
António Leitão Amaro transmitiu a “profunda consternação” do Governo português pelas vítimas mortais na sequência dos dois sismos desta madrugada na Venezuela, incluindo uma já identificada de nacionalidade portuguesa, anunciada antes pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
“A nossa disponibilidade para a solidariedade e para a ajuda não termina aqui”, assegurou Leitão Amaro, destacando a grande ligação de Portugal à Venezuela.
Questionado sobre eventuais pedidos de repatriamento, o ministro disse não ter informação de que existam para já, mas afirmou que também fazem parte do planeamento de Portugal “caso sejam necessários”.
“Temos um dispositivo para tratar o que for necessário nesse plano de repatriamento, se houver necessidade, o nosso esforço e a nossa disponibilidade para a solidariedade não termina com esta equipa”, disse.
A primeira equipa que irá ser enviada vai estar, segundo o ministro, “muito focada nos trabalhos de emergência e ajuda humanitária”.
Leitão Amaro acrescentou que há também “uma interação com o Governo Regional da Madeira”, que tem uma grande comunidade emigrante na Venezuela.
“Os portugueses estão ao lado dos portugueses que estão na Venezuela e dos venezuelanos e das suas autoridades neste momento muito difícil”, disse.
Cinco portugueses, quatro dos quais da mesma família, estão desaparecidos em La Guaira, na Venezuela, onde dois sismos causaram na quarta-feira dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Na Venezuela vive uma das mais importantes comunidades portuguesas no mundo e a segunda maior da América Latina. É maioritariamente oriunda do arquipélago da Madeira, mas também da região centro (Aveiro) e norte (Porto) do país, segundo dados oficiais.
Estima-se que vivam na Venezuela 1,2 milhões de portugueses e lusodescendentes.
