Açores querem universidade e ensino profissional no planeamento do emprego público

O Governo dos Açores apresentou o projeto de planeamento e rejuvenescimento do emprego público e avançou que pretende envolver a universidade açoriana e as escolas profissionais para preparar o futuro da administração pública regional



“Estivemos a apresentar um projeto que tem a ver com o projeto de planeamento e rejuvenescimento do emprego público. Como é sabido, até 2030 cerca de 50% dos funcionários públicos dos Açores estão em idade de reforma ou pré-reforma”, afirmou o secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública.

Duarte Freitas falava aos jornalistas em Ponta Delgada após a reunião do Conselho Consultivo da Administração Pública Regional.

O secretário regional adiantou que foi apresentado um estudo da Universidade Nova de Lisboa sobre as “necessidades da administração pública regional” e que identificou a importância de atrair “programadores, especialistas em cibersegurança, psicologia, direito e emprego público”.

“Já hoje definimos que vamos reunir em breve com a Universidade dos Açores e escolas profissionais da região para dar nota das conclusões deste estudo e das orientações para que o ecossistema da formação profissional e da universidade possam refletir e começarem a desenhar formações e licenciaturas para o que seja mais adequado para o futuro”, reforçou.

Duarte Freitas destacou também as características da geração Z (nascidos no horizonte temporal de 1997 a 2012), que está a “entrar agora para a administração pública”.

“É uma geração que quer um emprego com propósito, quer missão, quer uma liderança que as estimule. Não valoriza tanto o emprego para toda a vida ou o emprego altamente remunerado. Valoriza a qualidade do trabalho em equipa e perspetivas de trabalho com espírito de missão”.

O secretário regional afirmou que o envelhecimento de 50% dos cerca de 19 mil funcionários públicos nos Açores representa um “desafio” para o executivo açoriano.

“É algo muito desafiante, mas também é uma oportunidade de fazer planeamento do emprego público”, afirmou.

Duarte Freitas adiantou também que o projeto-piloto da semana de quatro dias na função pública, que começou em janeiro e termina no final de junho, vai ser analisado na próxima reunião do Conselho Consultivo da Administração Pública Regional.

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