Defesa

Polónia e Estados Unidos assinaram acordo sobre escudo anti-míssil

Polónia e Estados Unidos assinaram acordo sobre escudo anti-míssil

 

Lusa/AO online   Internacional   20 de Ago de 2008, 11:39

A Polónia e os Estados Unidos assinaram solenemente um acordo prevendo a instalação de elementos do escudo anti-míssil norte-americano em solo polaco.
    O texto foi assinado às 11:40 (10:40 em Lisboa) na sede do governo em Varsóvia pela secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e o seu homólogo polaco, Radoslaw Sikorski, na presença do presidente Lech Kaczynski e do primeiro-ministro Donald Tusk.

    Os Estados Unidos vão assim poder instalar em solo polaco dez interceptores capazes de destruir em voo mísseis balísticos de longo alcance, que deverão estar operacionais em 2012. O sistema inclui ainda um potente radar a instalar na República Checa, país com o qual a administração Bush assinou um acordo em Julho.

    Estes novos elementos completarão um sistema já instalado nos Estados Unidos, Gronelândia e Reino Unido.

    O projecto é alvo de vivo protesto da Rússia, que afirma que o escudo é dirigido contra ela, argumentando os norte-americanos que visa sobretudo eventuais ataques do Irão.

    Os mísseis anti-míssil ficarão colocados a cerca de 180 quilómetros da fronteira mais ocidental da Rússia.

    "As negociações foram difíceis mas amigáveis", disse Donald Tusk a Condoleezza Rice após a assinatura.

    "Alcançámos os nossos principais objectivos, o que significa que o nosso país e os Estados Unidos ficarão mais seguros", disse ainda.

    Segundo Rice, "este é um sistema defensivo e não é dirigido contra ninguém".

    "Isto é um acordo que permite a instalação de um local de defesa anti-míssil... que nos ajudará a lidar com novas ameaças do século XXI, ameaças de mísseis de longo alcance de países como o Irão ou a Coreia do Norte", explicou a responsável norte-americana.

    Moscovo alertou Varsóvia que, com a integração no sistema do escudo anti-míssil, fica vulnerável a um ataque.

    "A Polónia, por instalar (o sistema) está a expor-se a um ataque - 100 por cento", disse sexta-feira o general Anatoly Nogovitsyn, vice-chefe do Estado-Maior russo, citado pela Interfax.

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