Pescadores dos Açores com dificuldades em comercializar algumas espécies

Pescadores dos Açores com dificuldades em comercializar algumas espécies

 

Lusa/AO Online   Regional   25 de Out de 2013, 19:22

O presidente da Cooperativa Porto de Abrigo, Liberato Fernandes, declarou hoje que a pesca dos Açores está com dificuldades em comercializar espécies como o chicharro (carapau) e a cavala, havendo mesmo "problemas de exportação".

Liberato Fernandes entregou esta tarde, em Ponta Delgada, ao secretário regional dos Recursos Naturais, Luís Neto Viveiros, um documento com um conjunto de preocupações que gostaria de ver atendidas e para quais espera uma resposta “rápida”.

Em declarações à Lusa, o dirigente da Cooperativa Porto de Abrigo explicou que as dificuldades de exportação se colocam porque os custos são “demasiado elevados”, devido ao facto de a primeira venda ser, “muitas vezes”, na ordem dos cêntimos, não sendo possível colocar no exterior o pescado fresco a preços inferiores a dois euros por quilo.

Liberato Fernandes defende no documento entregue a Luís Neto Viveiros a liberalização da captura da cavala, a médio prazo, desde que assegurada por contratos de abastecimento, a par do carapau negrão grado, também conhecido como chicharro do caneco, que tem uma captura quase sazonal, no final do outono.

O dirigente do setor das pescas congratulou-se com a revogação de uma portaria que constituía um “empecilho” para a circulação de pescado fresco entre as ilhas dos Açores, abrindo-se, assim, possibilidades que agora os pescadores “pretendem explorar”.

“Congratulamo-nos também com uma outra portaria que vem colocar em situação de igualdade os pescadores dos Açores com os da Madeira e continente, permitindo que no contrato de abastecimento direto a taxa de lota para o produtor seja alvo de uma diminuição de 1%, o que vem favorecer o escoamento de espécies de pequeno valor”, referiu.

Liberato Fernandes está convicto de que “houve abertura” por parte do secretário regional dos Recursos Naturais para analisar estas questões “rapidamente”, contribuindo assim para melhorar, a curto prazo, os rendimentos da pequena frota que vive dos destas pequenas espécies e está sobretudo sediada nas ilhas Terceira e São Miguel.

 


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.