Pirataria

Países árabes ponderam criação de força naval conjunta


 

Lusa/AOonline   Internacional   24 de Nov de 2008, 15:55

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, afirmou que os países árabes poderão formar uma força naval conjunta para combater os actos de pirataria na costa da Somália.
O responsável frisou, em declarações à comunicação social, que esta decisão é legitimada pelos acordos de cooperação militar existentes entres estes países.

    "Uma força deste tipo poderá colaborar com as outras potências da região para promover a segurança", acrescentou Moussa, numa referência às frotas dos Estados Unidos e da NATO que estão a patrulhar a zona.

    Os responsáveis pelos países árabes que são banhados pelo Mar Vermelho estiveram reunidos quinta-feira no Cairo, comprometendo-se a cooperar na luta contra a pirataria, mas sem avançar com medidas concretas.

    Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio afirmou, entretanto, que a ideia de criação de uma força naval árabe não foi mencionada.

    O Egipto, que garante receitas substanciais através do tráfego do canal do Suez - que liga o mar Mediterrâneo com o Oceano Índico -, está particularmente preocupado com o aumento dos ataques de pirataria, cada vez mais audaciosos.

    Desde o início do ano, foram já registados mais de 90 incidentes.

    O ataque ao superpetroleiro saudita Sirius Star é o caso mais recente.

    Na passada quinta-feira, os piratas somalis que capturaram a embarcação, que está ancorada desde terça-feira passada em frente a um porto da Somália, exigiram um resgate de 25 milhões de dólares num prazo de dez dias para libertar navio e tripulação.

    O superpetroleiro está carregado com dois milhões de barris de ramas, o equivalente a 300.000 toneladas de petróleo.

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