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“Opção” é entre “reforço” da CDU ou manter Portugal “amarrado” às políticas de direita, diz Jerónimo

“Opção” é entre “reforço” da CDU ou manter Portugal “amarrado” às políticas de direita, diz Jerónimo

 

Lusa/Ao online   Nacional   19 de Mai de 2019, 20:49

O secretário-geral do PCP defendeu este domingo que a "opção" nas eleições deste ano é entre "o reforço da CDU" ou manter Portugal "amarrado" às políticas de direita que "impedem a melhoria das condições de vida" dos trabalhadores.

"Num importante ano de batalhas eleitorais, que vão determinar, em grande medida, a evolução no imediato da situação política do país, vivemos tempo de opções decisivas. A opção entre prosseguir um caminho de conquista e avanço com o reforço eleitoral da CDU ou manter amarrado o país na dependência do exterior e das orientações da política de direita, que impedem a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo", afirmou Jerónimo de Sousa.

O líder dos comunistas portugueses falava no discurso de encerramento da tradicional homenagem do PCP à trabalhadora rural Catarina Eufémia, assassinada pelas forças do regime fascista há 65 anos, em 19 de maio de 1954, na aldeia de Baleizão, no concelho de Beja, no Alentejo.

Jerónimo de Sousa afirmou que, "não há nenhuma medida positiva, nestes últimos quatro anos, que não tenha tido a intervenção decisiva do PCP e da CDU" e, "muitas vezes, vencendo a resistência e até mesmo a oposição por parte do Governo do PS".

"Mas se sabemos bem [PCP] os passos que demos e os valorizamos, sabemos também o desafio que temos pela frente para assegurar direitos sociais e laborais e condições de trabalho e de vida dignas aos trabalhadores portugueses", afirmou.

O líder do PCP lembrou que, com a intervenção do PCP e da CDU, "foi possível avançar, nesta fase da vida política nacional, na defesa, na reposição e na conquista de direitos", mas "a situação" de Portugal "continua marcada por problemas, por enormes desigualdades, que urge ultrapassar".

Entre os problemas, Jerónimo de Sousa destacou "os baixos salários, as desigualdades nos rendimentos, a injusta distribuição da riqueza nacional, a precariedade dos vínculos laborais, o enorme retrocesso verificado no domínio das relações laborais e os existentes nas prestações sociais, nas reformas e nas áreas da saúde e da educação.

Por isso, sublinhou, as "batalhas eleitorais" deste ano "podem e devem ser o prolongamento da luta, a grande oportunidade para os trabalhadores, com o reforço da CDU, verem criadas as condições para a concretização de muitas das suas justas exigências e aspirações e superar a situação criada por anos e anos de ofensiva de governos anteriores de PS, PSD e CDS contra os seus direitos e as condições de vida dos trabalhadores".

Jerónimo de Sousa lembrou que a próxima "batalha" vai decorrer no dia 26 deste mês, com as eleições para o Parlamento Europeu, e sublinhou o "princípio" dos deputados eleitos pela CDU.

"Há muitos deputados que vão lá para defender a União Europeia, pois nós [PCP] assumimos, com grande orgulho, este princípio: os nossos deputados eleitos pela CDU irão para o Parlamento Europeu para defender Portugal, os interesses dos portugueses e afirmar a nossa soberania nacional".



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