Mercado das energias alternativas vale milhares de milhões de dólares


 

Lusa / AO online   Economia   8 de Out de 2007, 12:01

O mercado de novas tecnologias ambientais na China deverá valer 300 mil milhões de dólares (213 mil milhões de euros) nos próximos cinco anos, segundo cálculos do Ministério chinês do Comércio que a imprensa oficial chinesa hoje divulgou.
    A China representará 30 por cento do mercado mundial de tecnologias e equipamentos de energias renováveis nos próximos cinco anos, segundo o vice-ministro do Comércio Wei Jianguo, citado pelo jornal económico estatal Economic Outlook.

    De acordo com Wei, o plano chinês de desenvolvimento a cinco anos entre 2006 e 2010 define como objectivo prioritário o aumento da eficiência energética e a redução da poluição, estabelecendo uma meta de redução de 20 por cento do consumo de energia e de 10 por cento das descargas poluentes por cada unidade de produto interno bruto (PIB) produzida.

    Segundo o vice-ministro, é no sector da produção energética que o mercado chinês apresenta mais promessas, uma vez que o país tem vindo a desmantelar os geradores de electricidade mais antigos e as linhas de produção siderúrgica mais ineficientes no uso de energia.

    Entre Janeiro e Setembro de 2007 a China retirou de funcionamento 253 geradores a carvão, com uma capacidade combinada de 9,03 milhões de quilowatts.

    O plano governamental para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), causadores do aquecimento global, vem também aumentar o mercado no sector, apresar do plano definir poucos objectivos quantitativos de redução de emissões.

    A estratégia de Pequim para lutar contra os GEE prevê ainda o aumento da investigação em tecnologias ambientais e o aumento para os dez por cento, até 2010, das energias renováveis no cabaz energético chinês, contra sete por cento na actualidade.

    A China, que constrói por semana uma nova central eléctrica a carvão, é o maior emissor mundial de GEE, com mais de seis mil milhões de toneladas, depois de ter ultrapassado este ano os Estados Unidos.

    Em 2006, a China emitiu 5,6 mil milhões de toneladas de GEE, enquanto os EUA emitiram 5,9 mil milhões de toneladas, segundo cálculos da Agência Internacional de Energia.
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