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Jerónimo diz que “dar força à CDU” é fundamental para que país avance

Jerónimo diz que “dar força à CDU” é fundamental para que país avance

 

AO Online/ Lusa   Nacional   5 de Mai de 2019, 04:04

O secretário-geral do PCP lembrou no sábado que se aproximam as eleições europeias e que é fundamental “dar força à CDU” para que o país avance, criticando a política de direita que aceita as imposições da União Europeia.

“Todos os que querem ver o país avançar e os seus direitos afirmados devem dar mais força à CDU. Esta opção é fundamental, reforçar a CDU para avançar até onde é preciso em vez de andar para trás, seja pela mão do PS ou do PSD e CDS”, defendeu Jerónimo de Sousa, num comício, na Moita, distrito de Setúbal.

Falando para cerca de 100 militantes, o líder comunista advertiu que faltam apenas 21 dias para a primeira batalha eleitoral, onde o que está em causa é saber se no Parlamento Europeu haverá “deputados que defendem os trabalhadores e o povo”, como faz a CDU, ou se vão existir deputados que “aceitam submeter o país às imposições da União Europeia, como fizeram no passado, e farão no futuro, os deputados do PS, PSD e do CDS”.

Para o líder comunista, “muito pouco diferencia” estes três partidos, até porque estão unidos na “aceitação aos constrangimentos do euro que condicionam e inviabilizam qualquer projeto de desenvolvimento soberano”.

Jerónimo de Sousa criticou ainda a “política de ditadura do défice” que impede a resposta necessária a investimentos na saúde, educação, nos serviços públicos e a concretização de infraestruturas necessárias ao desenvolvimento do país.

A este propósito, o secretário-geral do PCP voltou a abordar a questão da contagem do tempo de serviço dos professores, criticando a justificação orçamental do primeiro-ministro, António Costa.

“O truque é este, definem por tratado orçamental qual o nível do défice. Tivemos no nosso país um Governo mais ‘papista’ que o papa que reduziu ainda mais do que a União Europeia impunha […], mas a questão central que se pode colocar, definem regras, arranjam esta malha apertada no tratado orçamental, mas como é que o Governo PS vem falar que não há dinheiro e há bem pouco tempo acudiram a banca com mil milhões de euros por causa das suas trafulhices”, questionou.

Neste comício, o líder comunista lembrou também como o PCP contribuiu para uma “nova fase da vida política nacional”, com a reposição de rendimentos e direitos, como o aumento extraordinário de pensões e reformas, manuais escolares gratuitos até ao 12.º ano, descongelamento de carreiras e alívio fiscal, além da reposição da “esperança para milhões de portugueses”.

Jerónimo de Sousa garantiu que o partido “está confiante” com o resultado das eleições europeias, apelando aos militantes que o esforço da campanha não seja entregue apenas aos candidatos, mas sim que todos sejam “um pouco candidatos da CDU, lutando por um bom resultado no dia 26 de maio”.


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