Açoriano Oriental
Açores/Eleições
Iniciativa Liberal apresenta programa com “soluções à medida” dos problemas

A Iniciativa Liberal apresentou hoje o seu programa eleitoral nos Açores, que identifica os setores onde “há problemas graves”, como o ambiente, e indica “soluções à medida desses problemas”, defendeu o líder regional do partido, Nuno Barata.

Iniciativa Liberal apresenta programa com “soluções à medida” dos problemas

Autor: AO Online/ Lusa

Assente em nove eixos programáticos, que passam por despartidarizar, despolarizar, desburocratizar, desestatizar ou aprofundar a autonomia, o partido pretende “libertar os Açores”, sendo que a intenção é, “principalmente, de libertar os açorianos da burocracia”, concretizou o também candidato pelos círculos de São Miguel e de compensação.

Na ação de campanha, que juntou alguns membros do partido no Largo Mártires da Pátria, em Ponta Delgada, o candidato destacou duas medidas de “sustentabilidade ambiental”, começando pela “reflorestação da pastagem em alta altitude, que é de baixo rendimento e que não serve nem os agricultores, nem o meio ambiente”.

Esta medida envolve “os três vetores da sustentabilidade, quer ambiental, quer económica, […] quer social, porque vai implicar, na sua instalação, o envolvimento de muita mão-de-obra”.

O partido sugeriu também a fixação de água em altitude em bacias hidrográficas.

Nuno Barata referiu que a água das lagoas artificiais “não tem qualidade” e que “pequenos açudes resolvem esse armazenamento”, acrescentando que “essa retenção de água em altitude permite entrada de água nos lençóis freáticos”.

Ao longo de 30 páginas de programa, a Iniciativa Liberal defende uma revisão constitucional que extinga o cargo de representante da República na região e reveja o sistema eleitoral açoriano, bem como uma alteração do Estatuto Político-Administrativo do arquipélago que permita a fixação de departamentos governamentais e secretarias regionais em qualquer ilha.

O partido quer privatizar a RTP/Açores e a transportadora marítima Atlânticoline e propõe que, na área da saúde, os Açores se afirmem como “um nó de ligação (‘hub’) com a saúde internacional”.

Ainda no âmbito da saúde, deve haver “liberdade de escolha do prestador clínico” e um reforço do financiamento do Serviço Regional de Saúde, bem como a contratação de mais médicos especialistas e a melhoria das condições de trabalho dos profissionais de saúde.

Na área da educação, a primeira proposta recai sobre a garantia da “liberdade de escolha de escola com financiamento via aluno”, através de um ‘cheque ensino’, mas querem se preconiza a contratação de mais docentes e a reformulação da rede de instituições de ensino superior.

A nível fiscal, o partido defende uma redução dos impostos sobre o rendimento singular (IRS) e coletivo (IRC) “até ao limite previsto pela lei de finanças regionais” e uma “revisão do sistema fiscal nacional que permita a aplicação de uma taxa de IRS única de 15% acima dos 650 euros de rendimento”.

Na cultura, o eixo principal é aliar o setor ao turismo, promovendo a preservação da identidade cultural e do património.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.572 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.



 
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