Bombeiros de Ponta Delgada vão beneficiar de novo pacote de regalias

A atribuição de mais um dia de férias, sob critérios definidos, é uma das regalias constantes no pacote acordados entre o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP) e a Associação Humanitárias dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada



O Secretariado Regional dos Açores do SNBP e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada chegaram a acordo sobre um pacote de regalias para os bombeiros profissionais.

Na sequência de uma reunião entre ambas as partes, foi estabelecido um acordo que prevê a implementação de novas regalias para os associados do SNBP como a atribuição de mais um dia de férias, “desde que verificados critérios de assiduidade, pontualidade e ausência de sinistralidade, promovendo uma lógica de valorização do mérito profissional”.

Segundo uma nota de imprensa, vai ser também atualizado o complemento de tripulante de ambulância de socorro a partir de 01 de janeiro de 2027, para 85 euros mensais, caso o respetivo valor não venha, entretanto, a ser alterado.

O acordo contempla a “previsão de implementação, a curto prazo”, do 15.º mês de remuneração, o avanço do processo de negociação para a contratualização de um seguro de saúde, no valor de 165.000 euros, que incluirá oito consultas, cobertura de 150.000 euros para doenças oncológicas no Instituto Champalimaud, sem necessidade de caução, e 160.000 euros para tratamentos no estrangeiro, bem como a contratualização de um seguro de vida até 20.000 euros para os bombeiros.

Ambas as partes acordam ainda que ao longo do ano será feita a regularização dos valores em falta relativos à inclusão da média mensal de horas noturnas no subsídio de férias e no subsídio de Natal, referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025.

O SNBP reiterou que “para uma maior estabilidade financeira” das associações bombeiros voluntários nos Açores “é essencial que as câmaras municipais assumam uma corresponsabilização efetiva no financiamento destas entidades, através da celebração de contratos plurianuais”.

“Esta medida revela-se determinante para responder à necessidade urgente de reorganizar e recentralizar as funções das associações humanitárias de bombeiros, no que respeita à missão dos corpos de bombeiros, libertando-as da excessiva dependência financeira da prestação de serviços, situação que começa a colocar em causa a própria subsistência destas entidades”, considera o sindicato.

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