Prémio Nova Vaga da Anda&Fala para André Carreiro Oliveira, Atelineiras e Tomás Toste

O prémio Nova Vaga promovido pela associação cultural Anda&Fala, dos Açores, foi atribuído a André Carreiro Oliveira, ao coletivo Atelineiras e a Tomás Toste, que vão apresentar uma exposição coletiva no final do ano em Ponta Delgada



Na segunda edição do prémio Nova Vaga, foram apresentadas 11 candidaturas de diferentes ilhas dos Açores e os selecionados foram André Carreiro Oliveira, do Faial, coletivo Atelineiras, de São Miguel e Tomás Toste, da Terceira.

Em comunicado, a associação Anda&Fala salienta que as candidaturas distinguidas “revelam práticas distintas e complementares que cruzam escultura, imagem, design e ação coletiva”.

“Partilhando uma atenção crítica às condições contemporâneas de produção artística, estes artistas desenvolvem investigações que oscilam entre a relação com a matéria e o ambiente, a experimentação coletiva e a instabilidade da imagem enquanto campo de reflexão, propondo novas formas de pensar a criação a partir do contexto açoriano, em diálogo com questões de transformação, identidade e pertença”, lê-se no comunicado.

Os vencedores vão receber bolsas de criação no valor de 5.000 euros e, a partir do próximo mês, terão acompanhamento curatorial com o curador convidado João Francisco Reis e acompanhamento de produção pela equipa da Anda&Fala.

O objetivo é que desenvolvam novos trabalhos de investigação/criação, que serão apresentados numa exposição coletiva, integrada na temporada setembro–novembro de 2026 da Vaga, sede da Anda&Fala, em Ponta Delgada.

O prémio Nova Vaga, que tem periodicidade bienal, é dirigido a jovens, entre os 18 e os 35 anos, naturais e residentes nos Açores, com o objetivo de “apoiar novos valores da criação artística no arquipélago dos Açores, privilegiando práticas em desenvolvimento e o seu acompanhamento crítico ao longo do tempo”.

André Carreiro Oliveira é licenciado em Design Gráfico pela Escola Artística e Profissional Árvore, no Porto, e frequenta atualmente a licenciatura em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. O seu trabalho “explora temas de transformação, caos e a beleza crua da imperfeição, recorrendo frequentemente a materiais como o metal e a pedra”.

O Atelineiras é “um coletivo transdisciplinar que procura influenciar a estrutura artística através da sua perspetiva própria de coletividade, da aproximação a públicos e da experimentação livre de técnicas artísticas que acompanham o progresso de cada integrante”.

Tomás Toste é licenciado em Artes Plásticas e Multimédia pelo Instituto Politécnico de Santarém, tem um mestrado em Design e Publicidade pelo IADE e está a frequentar um segundo mestrado em Artes Plásticas nas Caldas da Rainha. A sua produção mais recente “centra-se na instabilidade da imagem enquanto espaço de representação e de dúvida”.

A comissão de apreciação das candidaturas desta edição foi composta por João Francisco Reis (curador convidado), João Laia (curador), Sara Antónia Matos (curadora), Urbano (artista), Jesse James (diretor artístico da Anda&Fala) e Rubén Monfort (coordenador de programas da Anda&Fala), que destacaram a “qualidade e diversidade das práticas apresentadas, bem como a pluralidade de abordagens no campo expandido das artes visuais”.

A primeira edição, em 2024, premiou Isabel Medeiros, Joana Albuquerque e Sofia Rocha, que apresentaram a exposição “Corpos Magmáticos”.

A Anda&Fala é uma associação cultural sem fins lucrativos, sediada na ilha de São Miguel, nos Açores, que "promove novas centralidades para a criação contemporânea no campo expandido das artes visuais, facilitando a produção, a apresentação e a circulação de conhecimento, de artistas e de projetos".

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